quinta-feira, 24 de novembro de 2016

NOME NEUTRO PARA OS FILHOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS


Meus amigos, eu, como a maioria das pessoas do mundo, acho um absurdo fingir ignorar o sexo de uma criança, e criá-la sem deixar que os outros, ou a própria criança, assumam uma identidade masculina ou feminina.

Mas alguns pais pretendem que as crianças assumam uma identidade neutra. É isso que algumas mães pretendem com o chamado “nome neutro”, combinado com roupas neutras.



“Não é necessário criar crianças de gênero neutro para ensinar o que é gênero. Elas precisam aprender o respeito por si e pelos outros. Não é de bom senso forçar uma criança a viver o conflito de se impor como neutra para o mundo.”

As dificuldades são óbvias: nem a língua portuguesa tem o gênero neutro, mas apenas o masculino e o feminino. Se uma criança não será tratada nem menino, nem menina, será tratado como?

Os defensores desta identidade neutra afirmam que, nomear uma criança com um termo dúbio, e ignorar os códigos de vestimenta segundo o sexo, pode até ajudar a criar uma pessoa mais livre dos estereótipos de gênero. Para ele, a neutralidade no registro facilitaria de maneira prática a vida de uma pessoa que não se identificasse com o gênero de nascimento.

Apenas aos cinco anos as crianças já têm compreensão suficiente para se entenderem como homem ou mulher. Mas não se sabe o tipo de problema que uma criança terá ao não se entender como homem e mulher, mas do gênero neutro.

Ora, ninguém é melhor do que ninguém. Não é necessário criar crianças de gênero neutro para ensinar isso. É preciso ensinar o respeito, por si e pelos outros. Vivemos numa sociedade em que homens e mulheres têm banheiros separados, interesses separados, costumes separados. Por que forçar uma criança a viver o conflito de se impor como neutra, para o mundo?

É preciso ter consciência de que crianças, em sua fase de formação, devem ter conhecimento do que é visto como normal.

Acho que falta bom senso quando se expõe a criança a situações socialmente desconfortáveis, que só serão convenientes se ela for candidata à transexualidade. Mas como definir isso, no caso de crianças de dois ou três anos?

Acho conveniente aos pais não fazerem experiências muito radicais com seus próprios filhos, amigos e amigas, em nome de ideias exóticas, utópicas, que podem trazer sofrimentos para seus filhos, e problemas maiores do que aqueles que supostamente estão resolvendo.


Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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