sexta-feira, 28 de outubro de 2016


PEC 241 – PARTE 4


Meus amigos, quando afirmamos que urge a necessidade de fecharmos o buraco fiscal por meio da PEC 241, não estamos exagerando.

A diferença entre as receitas e as despesas totais do Governo em 2016 está em R$ 479 bilhões.

Essa grande diferença entre o que entra e o que sai dos cofres públicos está dividido em: R$ 170 bilhões em despesas cotidianas do governo acima do que arrecadará; e R$ 309 bilhões que são pagos de juros.




“Quando as finanças estão desequilibradas, pessoas responsáveis realizam cortes. Para o Brasil, isso aumenta a confiança na estabilidade fiscal, reduz a taxa de juros, e o buraco da dívida crescerá mais devagar.”

Aí, há quem ofereça a alternativa de deixamos de pagar os juros da dívida. Isso, contudo, levaria ao congelamento de nossas contas bancárias. Outra alternativa sugerida é a de o Banco Central reduzir a taxa de juros.


Mas quando isso foi feito entre 2011 e 2013, houve mais inflação e recessão. Os juros altos são consequência e não a causa do desequilíbrio das contas.

Todos nós mortais que temos nossas finanças desequilibradas e dívida alta, só conseguimos tomar dinheiro emprestado pagando juros altos.

A PEC busca fazer com que as despesas sejam menores que as receitas, para ter-se uma sobra, que será usada para pagar os juros da dívida e fazer com que o nosso buraco no, digamos, cheque especial, pare de crescer. Mesmo com o esforço feito com a PEC, esse buraco só irá parar de aumentar por volta de 2023.

O governo Dilma queria diminuir a diferença entre o que se gasta do que se arrecada aumentando a carga tributária, ressuscitando a maldita CPMF. O correto, no entanto, é fechar gradualmente o buraco de R$ 170 bilhões por ano por meio do controle de despesas.

É assim que nós que somos pessoas responsáveis fazemos com as nossas finanças quando estão desequilibradas: realizamos cortes. Isso irá aumentar a confiança na nossa estabilidade fiscal, reduzindo a taxa de juros, e o buraco da dívida passa a crescer mais devagar.

Cria-se um ciclo virtuoso de crescimento econômico, pois a arrecadação aumenta, os juros começam a cair, e com isso vem a estabilização do crescimento da dívida.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP



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