sábado, 24 de setembro de 2016


SEGURANÇA E ELEIÇÕES


Meus Amigos, eu quero hoje falar sobre a importância das eleições municipais. Como diz um ditado político, as pessoas não vivem na União, elas vivem nos Municípios. Em cada um deles, os problemas cotidianos permanecem atrapalhando a vida e demandam vontade política, projetos e recursos para serem resolvidos.



“Prefeitos e vereadores são o elo entre o cidadão comum e a Segurança Pública. Portanto, eles não podem ficar indiferentes. Candidatos a esses cargos, que propõem convênios com o Estado e com o Poder Judiciário estão buscando por meio da ação moral o progresso de suas cidades e do País.”

Alguns problemas, ainda que de responsabilidade do Estado ou da União, afetam as pessoas que moram nas cidades como a segurança pública. Entretanto, as pessoas comuns das cidades somente têm o prefeito e os vereadores para levar as suas demandas. Por isso, eles não podem ficar indiferentes à segurança pública.

A questão da segurança é um problema de todos. É também um imperativo moral a pessoa prestar auxílio a quem precisa como defender alguém de uma violência iminente. Por isso, é importante discutir esse tema porque ele poderá surgir durante a campanha eleitoral.

Ao reprimir a desordem, a administração pública não deve considerar o cálculo econômico da ação, como no caso de que o custo da repressão seja maior do que o prejuízo causado pela conduta inadequada da pessoa. A ação de repressão tem o objetivo de educar moralmente a população de que o crime não compensa.

O homem entende mais rapidamente o dever moral se ele souber que sobre si existe a perspectiva da punição pelo ato falho.

Um estudo da Universidade do Oregon, Estados Unidos, revelou que a criminalidade é mais baixa em sociedades onde as crenças religiosas das pessoas contêm um forte componente punitivo em seus códigos religiosos do que em lugares em que as crenças religiosas são mais benevolentes. A descoberta surgiu de uma análise abrangente de 26 anos com dados envolvendo quase 144 mil pessoas de 67 países.

O pesquisador acrescentou que essa descoberta do medo de ser punido com a condenação ao inferno reforça a comportamento das pessoas para agir honestamente em relação aos outros.

Essas constatações da pesquisa parecem comprovar que o fator moral é um componente importante para a tranquilidade das cidades.

No momento de campanha eleitoral para Prefeitos e Vereadores, não podemos fazer acreditar aos munícipes que a prefeitura tem competência plena para reprimir todo comportamento social inadequado. Isso porque a polícia é Estadual e a Justiça é um outro Poder.

Entretanto, o candidato a esses cargos pode celebrar convênios com o Estado e com o Poder Judiciário. Os candidatos que assim proporem não estarão extrapolando as suas obrigações. Estarão buscando, por meio da ação moral, o progresso de suas cidades e do País.

Esta pesquisa fornece uma nova percepção das potenciais influências das crenças culturais e religiosas sobre consequências chave em nível de sociedade e que deve ser aproveitado pelos candidatos. Mas isso não é nada que os conservadores há muito não soubessem.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP

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