quarta-feira, 7 de setembro de 2016


PÁTRIA MÃE GENTIL.


Meus amigos, neste mês comemoramos o dia da Pátria. A nossa Pátria, como um lar acolhedor, não foi criada em 7 de setembro de 1822. O nosso chão já vinha de antes. Naquela época, o que foi fundado foi a nossa autodeterminação, a nossa soberania.

Aquele momento nos enche de orgulho, tal como um jovem que completa 18 anos. Já pode dirigir e viajar sozinho. Mas o jovem existia antes do aniversário que faz a passagem para a vida adulta.

O respeito pelos pais, muitas vezes, até aumenta, porque a maturidade faz entender coisas, que antes pareciam ser uma injustiça dos velhos. Mesmo com antagonismo, no aniversário dos pais, o filho mais rebelde percebe que precisa manifestar gratidão com aqueles que sempre quiseram o melhor.




“Embora tenhamos passado por um momento recente de grandes contestações e de grandes decepções, o dia de hoje é o momento de todos buscarmos a solidariedade e de todos celebrarmos a união da família brasileira.”

Comemoramos o dia da nossa independência. Fazendo as devidas ponderações, podemos comparar o dia da Pátria como uma festa da nossa família.

Muitas vezes, as famílias se desunem, mas nos aniversários todos se encontram e as diferenças são contornadas pela união e pela amizade. O dia de hoje é o momento de todos buscarmos a solidariedade e de todos celebrarmos a união da família brasileira.

Todos sabemos que passamos por um momento recente de grandes contestações e de grandes decepções. Assim como não pretendemos negar pai e mãe da nossa família, também, no dia de hoje, precisamos olhar para o Brasil com compreensão, como a figura de uma Mãe Gentil.

A nossa Pátria-Mãe não é perfeita e não sabe ainda cuidar de todos. Mas, mesmo assim, é uma mãe gentil. Ela nos dá uma natureza abundante. A violência que temos é fruto do egoísmo e da inveja natural dos homens, porque não somos perfeitos.

Mas este é um momento para celebrarmos o dia da nossa pátria e não para renegá-la. Honrar uma mãe, que, a cada dia, acolhe mais filhos que ainda não estão aptos a caminhar sozinhos. Uma mãe que vai trabalhando continuamente para que todos os filhos tenham riqueza.

Precisamos do bom senso, porque a perfeição não se alcança. Muitas vezes fazemos pedidos absurdos. Pedidos que se forem atendidos, alguns serão beneficiados a custa de outros. Precisamos compreender que nem tudo é possível e que nem tudo podemos exigir.

Por isso, devemos refletir e nos alegrar. Não é uma ocasião para vilipendiar um berço que, embora seja esplêndido, ainda tem muito que melhorar.

Não podemos renegar o nosso lar, a nossa terra. Temos que comemorar, com os nossos irmãos, a independência da nossa Pátria. A Liberdade do nosso Brasil.

Gravura: O Grito do Ipiranga - Pedro Américo (1888)
Óleo sobre tela /Museu Paulista da USP

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP



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