segunda-feira, 26 de setembro de 2016


MORTES NO TRÂNSITO


Meus amigos, a violência no trânsito é um problema gravíssimo: os acidentes automobilísticos são uma das principais causas de mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Todos os anos ocorrem cerca de 1,3 milhão de mortes e mais de 50 milhões de vítimas com sequelas em 178 países.



“É preciso combater a cultura da irresponsabilidade no trânsito no Brasil, que constitui o pano de fundo do comportamento imprudente dos nossos motoristas.”

O Brasil é um dos países com maior índice de letalidade no trânsito. Segundo estimativas divulgadas em maio pela OMS, a taxa brasileira é de 23,4 mortos para cada 100 mil habitantes. No continente americano, ficamos atrás apenas de Belize, da República Dominicana e da Venezuela, campeã de acidentes na região, com 45,1 mortes por 100 mil habitantes.

É um quadro dramático, que não vai mudar enquanto não combatermos a cultura da irresponsabilidade no trânsito no Brasil, que constitui o pano de fundo do comportamento imprudente dos nossos motoristas.

No Brasil, a lei de trânsito é tratada como uma lei “menor”. As infrações de trânsito, consideradas pequenos deslizes. O acidente de trânsito é tido como uma fatalidade, um acontecimento fortuito e não previsto. E, mesmo quando o acidente resulta em morte, quase sempre a condenação é por homicídio culposo, e não doloso, ainda que haja agravantes como embriaguez ao volante.

Para combater essa cultura perversa, só há um caminho, o que associa fiscalização eficiente com punição implacável.

O binômio álcool e direção é talvez a combinação mais letal para a segurança no trânsito, mas há muitas outras regras que, desrespeitadas pelos motoristas, contribuem para os elevadíssimos índices de acidentes envolvendo automóveis.

São regras básicas, como observar a sinalização e os limites de velocidade, respeitar os semáforos e não falar ao celular enquanto se conduz o automóvel.

É fato que a nossa infraestrutura do trânsito é precária; estradas esburacadas, falhas na sinalização e carência de ciclovias não tornam fácil a vida de quem se locomove pelas vias urbanas ou interurbanas. Mas não restam dúvidas de que, no Brasil, o principal fator da violência no trânsito é humano.

A violência praticada pelo motorista, a não ser em casos excepcionais, não choca nem causa indignação, o que constitui mais um fator de risco no trânsito.

De minha parte, continuo empenhado em fazer o que for possível, no âmbito das minhas competências, para que motoristas, pedestres e ciclistas brasileiros substituam a cultura nefasta da irresponsabilidade pelo cuidado recíproco, em defesa da vida e da paz social.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP

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