sexta-feira, 2 de setembro de 2016


JOGOS PARALÍMPICOS

Meus amigos, há um mês, alguém que apostasse no fracasso da Olimpíada Rio 2016 seria considerado realista e ponderado, ninguém pensaria em tachá-lo de pessimista.

Afinal, desde 2011, pelo menos, o Brasil vem mergulhando em uma crise econômica de proporções inéditas, com graves consequências nos âmbitos social e político, as quais, no primeiro semestre deste ano, atingiram seu ápice.




“Dia 7 de setembro, iniciam-se os Jogos Paralímpicos. Esperamos que sigam a mesma trilha de sucesso das Jogos Olímpicos, contribuindo para nos deixar o maior legado de todo o evento: o sentimento de vitória decorrente da certeza do dever cumprido.”

Assim, o mais prudente seria mesmo apostar que nada daria certo. Houve previsões de que nenhuma das obras prometidas ficaria pronta a tempo de receber os atletas e os turistas esperados para o evento.

Foram levantadas dúvidas quanto à qualidade das instalações esportivas, dos alojamentos dos atletas, das obras de infraestrutura urbana. Chegou-se até a cogitar a possibilidade de transferir a realização dos Jogos para alguma cidade estrangeira.

Assim, deu-se um jeito, um “jeitinho”, para resolver os problemas de delegações que reclamaram dos seus alojamentos, de participantes que temiam contrair o Zika vírus ou alguma doença causada pela poluição da baía de Guanabara, de visitantes assustados pelos altos índices de violência do Rio de Janeiro. Salvo um ou outro incidente, os Jogos transcorreram de forma ordeira e segura.

Aqui e ali, reclamou-se de pequenos furtos, da mobilidade urbana, das filas de entrada e do preço da alimentação nos locais das competições.

Portanto, merecem os parabéns a delegação brasileira, que conseguiu um recorde de medalhas e quase atingiu a audaciosa meta de ficar entre as dez melhores equipes do mundo.

É claro que é muito cedo para fazer uma avaliação do legado olímpico, dos benefícios das obras de infraestrutura para a população carioca, do crescimento do turismo na cidade e no País e de suas implicações econômicas. Além disso, pode-se dizer que a Olimpíada ainda não acabou, pois, a partir do dia 7 de setembro, iniciam-se os Jogos Paralímpicos.

Espero que sigam a mesma trilha de sucesso, contribuindo, dessa maneira, para nos deixar o maior legado de todo o evento: o sentimento de vitória decorrente da certeza do dever cumprido.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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