sexta-feira, 30 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 30 de setembro de 2016.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 29 de setembro de 2016.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016


APERFEIÇOAMENTO DO PROCESSO JUDICIAL


O calendário eleitoral tirou um pouco do foco a comissão que analisa o mérito do projeto de lei que engloba as DEZ Medidas contra a Corrupção. Isso propiciou aos deputados membros da comissão a oportunidade de analisar mais detidamente o mérito das medidas.



 “Um tribunal não pode decretar na decisão o trânsito em julgado do processo apenas por verificar que o recurso interposto tem natureza protelatória. É preciso aperfeiçoar o sistema ou até extinguir os inúmeros recursos previstos, mas nunca decretar o fim de um processo apenas pelo teor de um recurso”.

Ao analisar a medida que se propõe a aperfeiçoar o sistema de recursos nos processos judiciais, constato que uma medida há muito desejada pelas pessoas de boa-fé, finalmente agora terá a chance de ser considerada. Essa medida busca dar eficiência à justiça para que não perpetue aquele paradoxo de que a justiça tarda, mas não falha.

O paradoxo seria que quando a justiça demora o prejudicado deixa de acreditar nela. Hoje, tantos nos crimes contra a vida quanto nos crimes de colarinho branco, o que a sociedade parece saber é que o crime compensa. As causas disso não são ideológicas como muitos preferem acreditar. Os que se consideram bem-pensantes divulgam que a justiça só tem eficácia para a população pobre, porque os corruptos nunca estão atrás das grades.

Isso é apenas um argumento ideológico. Este argumento diz que o Brasil tem a quarta população carcerária do mundo, mas de maneira conveniente, não diz que o Brasil tem a quinta maior população.

É nesse sentido que a Medida que propõe o aperfeiçoamento dos recursos pode ser eficiente para conter o crime de corrupção. O problema da justiça está na infinita possibilidade de recursos que o acusado pode usar, com a finalidade de protelar a decisão final.

É claro que para fazer isso legalmente, é necessário um bom advogado, que só pode ser contratado por aqueles que possuem dinheiro. Os pobres, que às vezes nem advogado tem, não conseguem usar a exagerada permissão de recursos.

As medidas que buscam aperfeiçoar o sistema de recurso no processo judicial têm alguns exageros. Um deles é que se o tribunal verificar que o recurso interposto tem natureza protelatória, seria decretado na decisão o trânsito em julgado do processo. Ora, será que o recurso interposto pelo condenado pode ser uma causa para decretar-se o fim do processo?

O recurso existe é para ser usado quando for possível. Se é usado quando não é, os tribunais já têm normas para dizer que o recurso não é cabível. Essa medida para facilitar o encarceramento do corrupto parece ter causa uma vingança mais rápida. E o que nós como sociedade devemos querer é justiça, e não vingança.

Se muitos reconhecem que os recursos podem ser usados para protelar a sentença final, temos que buscar aperfeiçoar o sistema ou até extinguir alguns dos inúmeros recursos previstos.

É importante notar que o próprio STF já vem sinalizando para a mudança no entendimento da norma constitucional de que é possível prender após a decisão condenatória da segunda instância.

A Justiça bem-feita deve enxergar a sociedade e ver o mal que as práticas criminosas causam. A Justiça deve ser justa.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP
“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 28 de setembro de 2016.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 27 de setembro de 2016.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016


MORTES NO TRÂNSITO


Meus amigos, a violência no trânsito é um problema gravíssimo: os acidentes automobilísticos são uma das principais causas de mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Todos os anos ocorrem cerca de 1,3 milhão de mortes e mais de 50 milhões de vítimas com sequelas em 178 países.



“É preciso combater a cultura da irresponsabilidade no trânsito no Brasil, que constitui o pano de fundo do comportamento imprudente dos nossos motoristas.”

O Brasil é um dos países com maior índice de letalidade no trânsito. Segundo estimativas divulgadas em maio pela OMS, a taxa brasileira é de 23,4 mortos para cada 100 mil habitantes. No continente americano, ficamos atrás apenas de Belize, da República Dominicana e da Venezuela, campeã de acidentes na região, com 45,1 mortes por 100 mil habitantes.

É um quadro dramático, que não vai mudar enquanto não combatermos a cultura da irresponsabilidade no trânsito no Brasil, que constitui o pano de fundo do comportamento imprudente dos nossos motoristas.

No Brasil, a lei de trânsito é tratada como uma lei “menor”. As infrações de trânsito, consideradas pequenos deslizes. O acidente de trânsito é tido como uma fatalidade, um acontecimento fortuito e não previsto. E, mesmo quando o acidente resulta em morte, quase sempre a condenação é por homicídio culposo, e não doloso, ainda que haja agravantes como embriaguez ao volante.

Para combater essa cultura perversa, só há um caminho, o que associa fiscalização eficiente com punição implacável.

O binômio álcool e direção é talvez a combinação mais letal para a segurança no trânsito, mas há muitas outras regras que, desrespeitadas pelos motoristas, contribuem para os elevadíssimos índices de acidentes envolvendo automóveis.

São regras básicas, como observar a sinalização e os limites de velocidade, respeitar os semáforos e não falar ao celular enquanto se conduz o automóvel.

É fato que a nossa infraestrutura do trânsito é precária; estradas esburacadas, falhas na sinalização e carência de ciclovias não tornam fácil a vida de quem se locomove pelas vias urbanas ou interurbanas. Mas não restam dúvidas de que, no Brasil, o principal fator da violência no trânsito é humano.

A violência praticada pelo motorista, a não ser em casos excepcionais, não choca nem causa indignação, o que constitui mais um fator de risco no trânsito.

De minha parte, continuo empenhado em fazer o que for possível, no âmbito das minhas competências, para que motoristas, pedestres e ciclistas brasileiros substituam a cultura nefasta da irresponsabilidade pelo cuidado recíproco, em defesa da vida e da paz social.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP
“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 26 de setembro de 2016.

domingo, 25 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 25 de setembro de 2016.

sábado, 24 de setembro de 2016


SEGURANÇA E ELEIÇÕES


Meus Amigos, eu quero hoje falar sobre a importância das eleições municipais. Como diz um ditado político, as pessoas não vivem na União, elas vivem nos Municípios. Em cada um deles, os problemas cotidianos permanecem atrapalhando a vida e demandam vontade política, projetos e recursos para serem resolvidos.



“Prefeitos e vereadores são o elo entre o cidadão comum e a Segurança Pública. Portanto, eles não podem ficar indiferentes. Candidatos a esses cargos, que propõem convênios com o Estado e com o Poder Judiciário estão buscando por meio da ação moral o progresso de suas cidades e do País.”

Alguns problemas, ainda que de responsabilidade do Estado ou da União, afetam as pessoas que moram nas cidades como a segurança pública. Entretanto, as pessoas comuns das cidades somente têm o prefeito e os vereadores para levar as suas demandas. Por isso, eles não podem ficar indiferentes à segurança pública.

A questão da segurança é um problema de todos. É também um imperativo moral a pessoa prestar auxílio a quem precisa como defender alguém de uma violência iminente. Por isso, é importante discutir esse tema porque ele poderá surgir durante a campanha eleitoral.

Ao reprimir a desordem, a administração pública não deve considerar o cálculo econômico da ação, como no caso de que o custo da repressão seja maior do que o prejuízo causado pela conduta inadequada da pessoa. A ação de repressão tem o objetivo de educar moralmente a população de que o crime não compensa.

O homem entende mais rapidamente o dever moral se ele souber que sobre si existe a perspectiva da punição pelo ato falho.

Um estudo da Universidade do Oregon, Estados Unidos, revelou que a criminalidade é mais baixa em sociedades onde as crenças religiosas das pessoas contêm um forte componente punitivo em seus códigos religiosos do que em lugares em que as crenças religiosas são mais benevolentes. A descoberta surgiu de uma análise abrangente de 26 anos com dados envolvendo quase 144 mil pessoas de 67 países.

O pesquisador acrescentou que essa descoberta do medo de ser punido com a condenação ao inferno reforça a comportamento das pessoas para agir honestamente em relação aos outros.

Essas constatações da pesquisa parecem comprovar que o fator moral é um componente importante para a tranquilidade das cidades.

No momento de campanha eleitoral para Prefeitos e Vereadores, não podemos fazer acreditar aos munícipes que a prefeitura tem competência plena para reprimir todo comportamento social inadequado. Isso porque a polícia é Estadual e a Justiça é um outro Poder.

Entretanto, o candidato a esses cargos pode celebrar convênios com o Estado e com o Poder Judiciário. Os candidatos que assim proporem não estarão extrapolando as suas obrigações. Estarão buscando, por meio da ação moral, o progresso de suas cidades e do País.

Esta pesquisa fornece uma nova percepção das potenciais influências das crenças culturais e religiosas sobre consequências chave em nível de sociedade e que deve ser aproveitado pelos candidatos. Mas isso não é nada que os conservadores há muito não soubessem.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP
“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 24 de setembro de 2016.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016


O CUSTO-BENEFÍCIO DE UM CRIME


Uma das características dos conservadores é que eles guardam algum ceticismo com propostas milagrosas para resolver problemas humanos. Foi com esse espírito que me envolvi a avaliar as DEZ medidas contra a corrupção.

Não existe panaceia para os males da vida, porque problemas sempre surgem e é neste momento que se deve resolver. Portanto, não se deve legislar buscando o paraíso.



 “Quando a retribuição punitiva é severa, maior a possibilidade de a pena desestimular outros delinquentes. O verdadeiro sentido educativo do Direito é deixar claro para a sociedade que os custos da delinquência são altos e que, por isso, o cuidado com a ética deve ser constante.”

Um Estado democrático não tem o direito de ser utópico, porque pressupõe obrigar todos na sua utopia. Democrático é um estado que também não inclui armadilhas no ordenamento jurídico com o objetivo de prevenir um possível crime.

Na democracia, o Estado sinaliza nas estradas os radares, porque ele não deve ficar de tocaia para multar. Também não pode prever um tipo penal de reserva, como o enriquecimento ilícito, para punir o cidadão quando a prova do crime de origem do enriquecimento não for suficiente para condená-lo.

Após essas críticas, me manifesto sobre um outro tipo penal das 10 Medidas em que acredito que seja relevante. É o Projeto de Lei que propõe equiparar a corrupção ao conjunto de crimes hediondos.

A proposta não é absolutamente draconiana. A equiparação aos crimes graves será atingida em proporção ao prejuízo sofrido pela sociedade. Não é draconiana justamente porque a pena não ficará dependente da vontade ou da ideologia de um juiz.

Esse novo tipo penal prevê a pena a ser aplicada, conforme parâmetros pré-definidos de acordo com o prejuízo financeiro causado. Se foi um ato corrupto que cause prejuízo grande o crime se equipararia aos hediondos. Se foi uma corrupção de valor menor a pena não seria tão severa.

A característica retributiva da pena é demonstrar que o crime não compensa, principalmente para o de corrupção. Para prestar conta à população de que a justiça está a ser feita é que a pena para o grande corrupto deve ser grande e sem privilégios no cárcere.

Além disso, a majoração da punição ao corrupto tem a lógica correta de aumentar o custo pela falha de caráter. Essa é uma das maneiras que o estado tem para dar educação social ao povo. O custo seria mais alto do que o benefício.

Desde os gregos antigos se sabe que as pessoas somente agem quando percebem que o custo é menor do que o benefício. Se a punição é pequena, por que alguém não se arriscaria a roubar?

Se a retribuição punitiva é severa, maior a possibilidade de a pena desestimular outros delinquentes. Este é o verdadeiro sentido educativo do Direito. Deixar claro para a sociedade que os custos da delinquência são altos e que, por isso, o cuidado com a ética deve ser constante.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP
“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 23 de setembro de 2016.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 22 de setembro de 2016.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 21 de setembro de 2016.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 20 de setembro de 2016.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 19 de setembro de 2016.

domingo, 18 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 18 de setembro de 2016.

sábado, 17 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 17 de setembro de 2016.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 16 de setembro de 2016.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 15 de setembro de 2016.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016


A JUSTIÇA NÃO DEVE SER VINGANÇA


Como outros países, o Brasil foi consolidando virtudes e vícios sociais ao longo da própria história. Se os Jogos Olímpicos nos mostraram algumas de nossas virtudes como a criatividade e a cordialidade. A operação Lava-Jato desnuda para o mundo o nosso principal vício moral, o patrimonialismo.


“Temos que punir os criminosos de fato e não de aparência. Não podemos permitir a imprudência da vingança social ressurgir no Brasil, em pleno século XXI”.

Patrimonialismo é um vício em que aqueles com poder de dar a palavra final sobre um negócio público imaginam que podem apropriar-se de uma parte dele. Confundem cargo público com negócio privado. Podem ser eficientes em aumentar o lucro da empresa pública, mas não podem esquecer de que são empregados do verdadeiro proprietário do negócio: o povo.

A contínua operação Lava-Jato vem apresentando como o dinheiro que o povo paga em impostos eram subtraídos pelos burocratas das empresas estatais e pelos do governo. Vimos o indício da clara desonestidade quando um gerente da Petrobrás amealhou uma coleção de obras de arte não compatível com o salário que ele recebia da empresa.

Ninguém esquece a imagem dos quadros apreendidos pela Polícia Federal. Imagem que nos leva a pensar que o dinheiro da corrupção era muito e era fácil. Penso que aquela imagem de tantos quadros foi o motivo de o Ministério Público desencadear a campanha pelas 10 medidas contra a corrupção, entre elas o crime de enriquecimento ilícito.

Só os loucos e os corruptos podem ser a favor de alguém enriquecer de maneira ilícita. Mas devemos questionar se é justo alguém ser punido quando apenas a aparência é suficiente para comprovar o crime?

Essa é o pensamento que me vem quando leio o novo artigo que cria o tipo penal do enriquecimento ilícito. Está escrito que quem adquirir, vender, possuir, utilizar ou usufruir bens, entre outros, cujo valor seja incompatível com os rendimentos auferidos pelo cargo público que ocupa, será punido com pena de três a oito anos de prisão.

Pela moralizadora Lei, ter algum amigo rico, que lhe permita usar o seu carro de luxo, pode causar um processo penal ao servidor público. Ele não precisa ter a propriedade, basta utilizar o carro do amigo emprestado, de maneira não eventual.

É certo que se pode pensar que o tal amigo empresta o nome para o registro da propriedade, mas o carro pertenceria, de fato, ao servidor público desonesto. Isso é possível, mas existem meios de investigação para apurar os fatos.

Além de tudo, esse novo tipo penal tem algo de demagógico. O povo atribulado com o ganhar a vida com o suor do rosto não encontra tempo para questionamentos. Será que alguém enriquece ilicitamente sem ter cometido um crime anterior? No caso de servidor, o enriquecimento ilícito só tem origem em crimes já definidos no Código Penal. Seriam a corrupção passiva e o peculato.

Então, por que a sanha condenatória? É aqui que vejo o risco de caminharmos em direção a um estado vingador. Se no decorrer do processo, a corrupção de um servidor não for provada, então haveria a oportunidade de vingar a sociedade condenando a pessoa pelo enriquecimento ilícito.

Nesse tipo penal, não há a necessidade de mostrar a origem criminosa da riqueza. Basta comparar o salário que recebe com os bens adquiridos ou usados. O crime está na aparência.

A prudência, mais uma vez, é o ponto chave da minha preocupação. Temos sim que punir os criminosos de fato. Mas não podemos permitir a imprudência da vingança social ressurgir no Brasil, em pleno século XXI.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP
“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 14 de setembro de 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 13 de setembro de 2016.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016


CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA


Meus amigos, vemos, com frequência, a grande mídia divulgar a ocorrência de crimes, com elevadíssimo grau lesivo, em muitas cidades brasileiras.

Antes comuns nas áreas reconhecidas como mais violentas, tais práticas, hoje alcançam vários núcleos familiares, com consequências de difícil mensuração.




“Pelas ações de violência reproduzidas no seio de tantas famílias brasileiras, percebemos sua dimensão e seu grau de complexidade, evidenciando o longo caminho a ser percorrido para que a paz social não seja mera aspiração.”

Homicídio qualificado, latrocínio, estupro de vulnerável ilustram o vasto campo de ações lesivas que causam perplexidade e assombro no conjunto da sociedade.

E quanto tais ações são reproduzidas no seio de tantas famílias, podemos perceber, com total clareza, que a violência ganha, a cada dia, nova dimensão e amplifica, assim, seu grau de complexidade.

Muitos cientistas sociais tentam compreender os múltiplos aspectos associados à violência. No âmbito familiar, por exemplo, a proximidade estabelecida entre criminosos e potenciais vítimas é apontada, em vários estudos sociológicos.

Da mesma forma, cientistas sustentam que a violência sofrida por mulheres, jovens e idosos possui forte vínculo com a vulnerabilidade social vivenciada por tais grupos, algo seguramente potencializado nos contextos familiares ainda caracterizados pela extrema pobreza.

Ou seja, a reversão desse preocupante cenário requer políticas públicas abrangentes, nascidas de intensos debates interdisciplinares e que enfatizem as verdadeiras determinantes estruturais do problema.

A partir do acurado exame dessas determinantes, e da tão aguardada intensificação de investimentos em setores como educação, trabalho, saúde e segurança, teremos condições de reduzir vulnerabilidades sociais. Mas não somente isso. De fato, também teremos a singular oportunidade de fortalecer, no inconsciente coletivo, a cultura da não violência.

Meus amigos, cada família atingida pela violência torna evidente o longo caminho a ser percorrido para que a paz social não seja mera aspiração.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP
“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 12 de setembro de 2016.

domingo, 11 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 11 de setembro de 2016.

sábado, 10 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 10 de setembro de 2016.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016


MALEFÍCIOS DA OBESIDADE


Meus amigos, já é recorrente na mídia a veiculação de matérias que tratam dos malefícios da obesidade.

De fato, o excesso de peso já se transformou em questão de saúde pública, atingindo proporções epidêmicas em todo o mundo.




“Não se trata apenas de uma questão estética. O aumento da mortalidade em associação com a obesidade não pode ser desprezado. Ela é a principal causa das mortes evitáveis.”

A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) já a tem como a epidemia deste século, e avisa: “Sem medidas drásticas, mais de 50% da população mundial será obesa em 2025”.

Aqui no Brasil, a situação é preocupante. Estima-se que mais de 65 milhões de pessoas estão com excesso de peso, e dez milhões são considerados obesos. Sem distinção de idade ou classe social, os números apenas crescem.

E a ela, a obesidade, estão associadas pelo menos 26 outras doenças, como hipertensão, alterações cardiovasculares – com destaque para o acidente vascular cerebral (AVC) –, diabetes, isquemia, varizes, artrite e alguns tipos de câncer.

Como se vê, não se trata de simplesmente opor pessoas magras e gordas, como se apenas questão de estética fosse.

Como desprezar o aumento da mortalidade em associação com a obesidade como principal causa das mortes evitáveis?

Provado está que a ingestão aumentada de calorias, sedentarismo, idade, hereditariedade, fatores emocionais, questões hormonais (principalmente o hipotireoidismo) levam à obesidade, de modo isolado ou associado. Some-se a tudo isso a realidade altamente estressante que os tempos pós-modernos provocam!

Então meus amigos, se hoje existem no mundo mais pessoas com sobrepeso do que pessoas com alimentação insuficiente, já há de se ter acendido a luz amarela, de advertência, quanto a essa questão.

Nos alegremos com o fato de o quantitativo de pessoas mal nutridas no planeta parecer ter-se estabilizado, mas nos conscientizemos de que a obesidade é problema gravíssimo, que merece atenção de todos.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 09 de setembro de 2016.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 08 de setembro de 2016.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016


PÁTRIA MÃE GENTIL.


Meus amigos, neste mês comemoramos o dia da Pátria. A nossa Pátria, como um lar acolhedor, não foi criada em 7 de setembro de 1822. O nosso chão já vinha de antes. Naquela época, o que foi fundado foi a nossa autodeterminação, a nossa soberania.

Aquele momento nos enche de orgulho, tal como um jovem que completa 18 anos. Já pode dirigir e viajar sozinho. Mas o jovem existia antes do aniversário que faz a passagem para a vida adulta.

O respeito pelos pais, muitas vezes, até aumenta, porque a maturidade faz entender coisas, que antes pareciam ser uma injustiça dos velhos. Mesmo com antagonismo, no aniversário dos pais, o filho mais rebelde percebe que precisa manifestar gratidão com aqueles que sempre quiseram o melhor.




“Embora tenhamos passado por um momento recente de grandes contestações e de grandes decepções, o dia de hoje é o momento de todos buscarmos a solidariedade e de todos celebrarmos a união da família brasileira.”

Comemoramos o dia da nossa independência. Fazendo as devidas ponderações, podemos comparar o dia da Pátria como uma festa da nossa família.

Muitas vezes, as famílias se desunem, mas nos aniversários todos se encontram e as diferenças são contornadas pela união e pela amizade. O dia de hoje é o momento de todos buscarmos a solidariedade e de todos celebrarmos a união da família brasileira.

Todos sabemos que passamos por um momento recente de grandes contestações e de grandes decepções. Assim como não pretendemos negar pai e mãe da nossa família, também, no dia de hoje, precisamos olhar para o Brasil com compreensão, como a figura de uma Mãe Gentil.

A nossa Pátria-Mãe não é perfeita e não sabe ainda cuidar de todos. Mas, mesmo assim, é uma mãe gentil. Ela nos dá uma natureza abundante. A violência que temos é fruto do egoísmo e da inveja natural dos homens, porque não somos perfeitos.

Mas este é um momento para celebrarmos o dia da nossa pátria e não para renegá-la. Honrar uma mãe, que, a cada dia, acolhe mais filhos que ainda não estão aptos a caminhar sozinhos. Uma mãe que vai trabalhando continuamente para que todos os filhos tenham riqueza.

Precisamos do bom senso, porque a perfeição não se alcança. Muitas vezes fazemos pedidos absurdos. Pedidos que se forem atendidos, alguns serão beneficiados a custa de outros. Precisamos compreender que nem tudo é possível e que nem tudo podemos exigir.

Por isso, devemos refletir e nos alegrar. Não é uma ocasião para vilipendiar um berço que, embora seja esplêndido, ainda tem muito que melhorar.

Não podemos renegar o nosso lar, a nossa terra. Temos que comemorar, com os nossos irmãos, a independência da nossa Pátria. A Liberdade do nosso Brasil.

Gravura: O Grito do Ipiranga - Pedro Américo (1888)
Óleo sobre tela /Museu Paulista da USP

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP