quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A OPINIÃO E A ÉTICA


Meus amigos, quero falar um pouco sobre as manifestações de rua. Nestes tempos em que a televisão procura transmitir as imagens cada vez mais próximo da realidade, a tecnologia quase nos deixa ver a alma das pessoas comuns.

A imagem indignada dos manifestantes progressistas das ruas transmitem um moralismo emocional, que quase somos levados a acreditar que a nossa sociedade está em transformação para o bem.


“Quando a honestidade for natural na sociedade e não um comportamento que mereça destaque nos jornais, teremos a maioria dos políticos como legítimos representantes de um povo honesto.”

Entretanto, quando analisamos as opiniões dos grupos, o que vemos é um conjunto de questões de ordens sem qualquer ideia definida. Especialistas dizem que não saber identificar a solução para os problemas é sintoma de um sentimento difuso de insatisfação.

É preciso dizer que tentar entender as multidões é realmente complexo. Gustavo Le Bon dizia que as multidões sabem que estão protestando, mas não sabem porquê.

Isso leva a imaginar que, quando se retira da multidão, o indivíduo volta a agir sem excitações. Volta ao normal. Volta a viver a vida com os mesmo vícios e virtudes.

Aquele indignado manifestante que quebrava fachadas de prédios públicos, estações de ônibus e agências bancárias porque tinha uma raiva difusa do sistema político corrupto, é o mesmo individuo que falta ao trabalho sem motivo e às vezes usa um atestado médico comprado para justificar a atitude.

A julgar pela maneira como os manifestantes se referem aos políticos até parece que os governantes são de um planeta invasor e não do mesmo povo que mente para faltar ao serviço.

Um conservador sabe que existem coisas que podem ser mudadas e outras não. Mesmo as que podem são mudadas paulatinamente e não com a ruptura da ordem.

No meu estado, São Paulo, onde se iniciaram as manifestações violentas, também se registra outra marca sobre o comportamento das pessoas. Uma matéria jornalística informa que quatro prefeituras do interior somam mais de 500 faltas por dia de servidores públicos.

Uma pesquisa, realizada pela Universidade do Espírito Santo sobre as faltas ao serviço por funcionários públicos, informa que o número de faltas aumenta à medida que o servidor tem mais tempo de serviço. Indica também que, quando o servidor ainda está no estágio probatório, o número de faltas é bem menor.

Isso nos remete a um ditado popular sobre o acusador ter um dedo apontado para o outro e três para si próprio. As pessoas, por força do senso comum, acusam todos os políticos de desonestos, mas, ao mesmo tempo, não explicam as faltas ao trabalho.

Nós conservadores sabemos que há coisas que podem ser mudadas. Acreditamos que possamos com insistência mudar o nosso comportamento social. Se a nossa sociedade procurar ser sempre honesta com a conta do restaurante e não faltando sem justificativa ao trabalho, teremos os representantes formados numa nova cultura social.

Quando a honestidade for natural na sociedade e não um comportamento que mereça destaque nos jornais, teremos a maioria dos políticos como legítimos representantes de um povo honesto.

Mas devemos confiar que a parte da população que é honesta pode contar com dignos políticos da confiança delas, porque ela também tem representante.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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