quarta-feira, 31 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 31 de agosto de 2016.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 30 de agosto de 2016.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 29 de agosto de 2016.

domingo, 28 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 28 de agosto de 2016.

sábado, 27 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 27 de agosto de 2016.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 26 de agosto de 2016.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016


O BRASIL QUE AVANÇA

Tivemos duas semanas de tensão no Brasil por causa dos Jogos Olímpicos. O dirigente do Comitê Olímpico Internacional declarou que foi uma Olimpíada com o jeito do Brasil. Disse depois do alívio que sentiu ao ver que a desconfiança que sentia sobre a nossa capacidade de realizar o planejado não era verdadeira.



“Não houve um jornal que não escrevesse fascinado com o espetáculo e a beleza dos jogos olímpicos. O mundo reconheceu a mudança de ambiente político e já projeta a volta do protagonismo brasileiro nas relações internacionais.”

Os estrangeiros ironizavam os jogos porque iriam competir em uma Baía da Guanabara coberta de lama. Alguns atletas ironizavam os jogos vestidos em trajes contra insetos, em alusão ao medo de serem contagiados com o vírus da Zica.

Os brasileiros também foram contaminados pelo pessimismo. Ficaram céticos de que a violência conhecida, do Rio de Janeiro, pudesse ser controlada e que contaminasse o espírito olímpico amistoso das competições.

Os governos dos atletas também ficaram alertas sobre a capacidade do governo brasileiro de prevenir um ataque dos terroristas islâmicos, que vêm assombrando o mundo.

Como em toda a recepção, houve ajustes de última hora que não desmereceram a organização. Os problemas pontuais da Vila Olímpica foram corrigidos a tempo e os atletas desfrutaram de uma arquitetura que combinou natureza e serviços urbanos. Até o problema crítico da mobilidade no Rio de Janeiro foi melhorado.

Não podemos exigir de nós a perfeição, porque somos humanos e trazemos dentro de nós muita emoção. Todo esse sentimento foi antecipado ao mundo pela cerimônia de abertura dos jogos. Não houve um jornal estrangeiro que não escrevesse fascinado com o espetáculo da alma brasileira apresentada no grande coliseu carioca.

Essa mistura de cultura que nos forma, de pessoas que aqui chegaram em variadas épocas, nos legou uma atitude perante a vida de sempre buscar o melhor.

Temos também um grande mercado atrativo ao investimento. Para isso precisamos recuperar a confiança dos empreendedores. São eles que criam riqueza.

Neste momento da nossa história, saberemos aproveitar o legado do sucesso dos Jogos Olímpicos para voltar a sermos olhados como um País no limiar de entrar no futuro. O governo saberá demonstrar aos investidores que os compromissos assumidos são honrados.

Assim como a imprensa se surpreendeu com a beleza dos jogos, o mundo já reconheceu a mudança de ambiente político e já projeta a volta do protagonismo brasileiro nas relações internacionais.

Os Jogos Olímpicos foram pensados para afirmar a grandeza do Brasil perante o mundo. No aspecto de organização, provamos. Mas o que os jogos olímpicos trarão de volta é a afirmação de que o Brasil voltou a ser uma Nação responsável.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 25 de agosto de 2016.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 24 de agosto de 2016.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 23 de agosto de 2016.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 22 de agosto de 2016.

domingo, 21 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 21 de agosto de 2016.

sábado, 20 de agosto de 2016

CÍRCULO ÉTICO MORAL


Meus amigos, houve um tempo em que cedo se aprendia a respeitar as autoridades. Tudo começava em família. Respeito aos pais, aos mais velhos e a todos aqueles que nos rodeavam.

Sempre a palavra respeito, sempre os pais à frente do processo de educação cívica. A comunidade estava sempre atenta aos desvios. As pessoas conheciam-se, sabiam dos ideais de cada um, das características e dos desejos mais pessoais.




“O Brasil precisa construir um novo modelo de gestão pública que priorize o círculo virtuoso ético-moral, onde a família seja a base, a escola o meio e a comunidade a finalidade maior para se viver.”

Agora, a comunidade é um domínio complexo, pois há mais afastamento do que aproximação entre as pessoas.

Viver isolado e manipular as redes sociais é o supremo querer das crianças e adolescentes. Um mundo particular, alheio ao contato real e repleto de inseguranças. Que adultos serão esses jovens?

Hoje, os pais exigem que a escola eduque integralmente a criança. Tentam passar toda a responsabilidade deles para os professores.

Pai e mãe buscam sucesso, fama e dinheiro a qualquer preço. O que eles realmente almejam? Com certeza não é a felicidade. Abandonam os filhos e lançam-se nos mais variados desafios a procura da materialidade requerida. Perdem os filhos e depois se perdem. Encontram um mundo de descartabilidade e do aqui e agora. Um espaço insustentável cheio de dor, sofrimento e, às vezes, até ódio. Não suportam não ter.

O que se quer é um círculo virtuoso ético-moral, onde a família seja a base, a escola o meio e a comunidade a finalidade maior para se viver. Precisa-se enxergar o amor na bandeira do Brasil.

Hoje, a administração publica sofre de gigantismo, é onerosa e pouco eficiente. A estrutura do Estado nacional deve atender as necessidades, interesses e aspirações da sociedade.

Convém construir essa nova gestão pública em prol do povo, da pátria e do desenvolvimento sustentável.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP



“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 20 de agosto de 2016.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 19 de agosto de 2016.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 18 de agosto de 2016.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016


VIOLÊNCIA URBANA

Meus amigos, a violência nos grandes centros urbanos tomou proporções que estão tornando a vida dos cidadãos um verdadeiro terror.

Para agravar ainda mais a situação, temos visto grande número de adolescentes envolvidos em crimes bárbaros, delinquidos e totalmente entregues a esquemas criminosos que ameaçam a ordem pública e corroem os princípios e valores que regem a sociedade.


“A impunidade assola o País e abre brechas para a criminalidade. A incapacidade das instituições competentes em concluir inquéritos e aplicar penas faz do crime um bom negócio para os aproveitadores, sem caráter e inescrupulosos.”

A bandidagem se alastra também para o interior, e a população não se sente mais segura em lugar algum. A segurança pública é, atualmente, um dos setores em que o Estado enfrenta as maiores dificuldades para administrar e manter sob controle.

Vergonhosamente, o Brasil figura entre as nações mais violentas do mundo, com taxa de homicídio que supera a de países em guerra.

A impunidade assola o País e abre brechas para a criminalidade. A incapacidade das instituições competentes em concluir inquéritos e aplicar penas faz do crime um bom negócio, fomentando a ação de pessoas inescrupulosas, aproveitadoras e com falhas de caráter.

Adicione-se a isso o fato de termos leis e um modelo judicial que permitem infindáveis recursos, apelações e progressões que acabam por comprometer a eficácia de todo o sistema penal brasileiro, incluindo o tempo de apuração dos delitos e a imputação de penalidades.

Nesse contexto, somos todos chamados a refletir sobre os pontos em que é preciso haver intervenção drástica e imediata para coibir a escalada da violência.

Quais os instrumentos de que dispomos para aplacar esse mal? Que mudanças devemos promover nos Códigos Penal e de Processo Penal? Com que mão devemos punir os menores infratores? Todas essas questões requerem atenção especial do Congresso Nacional, e as respectivas respostas não podem ser dadas com a morosidade e fragilidade.

Ora, meus amigos, todos sabemos que a pobreza, a desigualdade e tantos outros fatores sociais e econômicos propiciam o avanço da violência.

Neste País, mata-se um ser humano por qualquer bobagem. A vida, direito primaz de todos, perdeu totalmente o seu valor. A corrosão dos princípios e valores que alicerçam a nossa sociedade chegou ao limite!

É tempo, pois, de recuperarmos o que perdemos, de cobrarmos a devolução da esperança e do respeito aos cidadãos de boa índole, cumpridores de seus deveres e merecedores de assistência integral do Estado no que tange aos seus direitos fundamentais, entre os quais, a segurança.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 17 de agosto de 2016.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 16 de agosto de 2016.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 15 de agosto de 2016.

domingo, 14 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 14 de agosto de 2016.

sábado, 13 de agosto de 2016

LEI MARIA DA PENHA – 10 ANOS

Meus amigos, quero expressar, mais uma vez, o nosso repúdio à violência contra a mulher.

O Brasil tem tradição machista, e já considerou aceitável esse tipo de agressão. Basta lembrar a grande quantidade de músicas e piadas ofensivas às mulheres, ou aquilo escrito pelo maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues: que as mulheres normais gostam de apanhar. Não é admissível, porém, em pleno século XXI, perpetuarmos esse lado lamentável da cultura nacional.



“A igualdade entre os sexos foi um importante avanço constitucional, mas nossos costumes ainda são preconceituosos. Precisamos de mecanismos educacionais que eliminem a agressão às mulheres de nossas tradições culturais.”

A legislação tem avançado, e os progressos dos últimos anos são visíveis. As delegacias de atendimento à mulher diminuíram o constrangimento de se fazer denúncias a policiais masculinos, muitas vezes mais solidários aos agressores do que às agredidas.

A Lei Maria da Penha, existente há 10 anos, foi um passo decisivo na tipificação da violência como física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Mesmo assim, ainda estamos longe de erradicar a agressividade masculina em relação às mulheres. Estamos longe, também, de erradicar a aceitação passiva dessa violência.

Mesmo com os avanços legais, o Brasil continua a ser um dos países mais violentos do mundo para suas cidadãs: companheiras, mães, filhas, sobrinhas, avós, irmãs. Essas mulheres são vitimadas, em grande parte das vezes, pelos próprios parentes, que costumam se valer da complacência das agredidas, dos familiares e da sociedade. Quando ocorre uma denúncia, ainda assim há o risco da impunidade.

A solução definitiva para o problema não está nas leis; as leis ajudam, mas o que precisa mudar são os costumes. Precisamos de uma cultura livre do sexismo.

Seria possível, em uma geração, criar cidadãos menos violentos. Para isso, precisaríamos de escolas públicas melhores do que as que temos hoje.  A Educação Pública, especialmente a infantil, é o instrumento mais eficaz para promover mudanças de mentalidade em um País.

Meus amigos,  para superarmos a violência contra as mulheres é preciso superarmos nossa tradição machista. A igualdade entre os sexos foi talvez nosso mais importante avanço constitucional. Mas nossos costumes ainda são preconceituosos, e precisamos de mecanismos educacionais que eliminem a agressão às mulheres de nossas tradições culturais.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sábado, 13 de agosto de 2016.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta-feira, 12 de agosto de 2016.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Nosso sistema educacional é falho e não prepara os alunos para o ensino superior. Há um descaso com o ensino fundamental e médio. Não basta apenas financiamento público, é preciso atualizar a gestão escolar, as condições dos docentes e o sistema de avaliação dos alunos.
                                                       

                                                                    




“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 11 de agosto de 2016.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A EXTERNALIDADE DA DEMAGOGIA

Meus amigos, existem algumas decisões que são fáceis de acertar. Outras decisões já são mais difíceis de perceber-se alguma consequência. Quando a economia crescia, no mesmo tempo em que o discurso político da inclusão alcançava a hegemonia, muito pouca gente do povo era ouvida sobre os problemas que poderiam aparecer com a política de inclusão.

O Brasil tinha pressa e naquele tempo parecia existir um governo preocupado com o social, como nunca antes na história do Brasil. Com uma base popular ampla, o governo partiu para atender às demandas justas daqueles movimentos sociais.

Mas como diz o ditado, o diabo está nos detalhes.



A política de cotas raciais para candidatos às universidades, com o objetivo de reparar a “injustiça racial”, acabou institucionalizando o tribunal racial. O candidato autodeclarado negro, agora, precisa ser submetido à avaliação de uma comissão para comprovar se é realmente negro.”

O governo se fixou nos detalhes de que tinha o dever histórico de implantar programas que ajudassem aqueles que não conseguiam progredir pelas regras vigentes. Criou-se a política de cotas raciais para os candidatos às universidades com o objetivo de reparar uma injustiça. Política que depois foi expandida para outros setores e para outros grupos.

Já naquela época de otimismo, uma questão moral não conseguia ser resolvida. Como se definiria o candidato que teria direito ao benefício da política de ação afirmativa? Não houve uma resposta satisfatória.

Optou-se então pelo reconhecimento da autodeclaração racial do candidato. Não precisaria de muita inteligência para desconfiar que a política da autodeclaração estaria sujeita a fraudes nos disputados concursos.

A consequência negativa dessa política seria muito fácil de imaginar. Com toda boa intenção, a burocracia estatal baixou normas para que o candidato autodeclarado negro somente seria admitido, após ser submetido à avaliação de uma comissão para comprovar se é realmente negro.

A burocracia, cheia de boas intenções, instituiu um tribunal racial tal como fazia o Nazismo e a política de Apartheid na África do Sul para reprimir as fraudes da autodeclaração. Implantamos então um julgamento racial para controlar uma política pública cheia de boas intenções e isso não é motivo de orgulho.

Essa é a consequência de termos vivido sob um governo demagogo com os movimentos sociais. Desde o início do século passado, já se sabe da miscigenação do povo brasileiro. Desde muito tempo já se sabe que o País nunca implantou uma política oficial de segregação racial. A dificuldade que a maioria dos negros tem é mesma dos brancos, indígenas e amarelos, quando têm pouco poder aquisitivo.

Uma política de ação afirmativa que seria mesmo justa é aquela que elegesse os que vivem com pouco dinheiro. Independentemente da cor da pele, as pessoas pobres são as que mais têm dificuldades de modificar o destino.

O governo poderia ajudar a quem realmente precisa sem recorrer a um tribunal racial. Poderia privilegiar com políticas de ação afirmativa a população que vive com renda baixa. Seria uma política de fácil implantação, porque o governo já tem o cadastro das pessoas que recebem o Bolsa-Família.

O governo precisa decidir se quer manter o Brasil como uma sociedade aberta,  uma sociedade em que todos têm direito de buscar um lugar ao sol.


Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 10 de agosto de 2016.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: terça-feira, 09 de agosto de 2016.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda-feira, 08 de agosto de 2016.

domingo, 7 de agosto de 2016

“Pão Nosso de Cada Dia...”


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 07 de agosto de 2016.

sábado, 6 de agosto de 2016


ASSASSINOS AO VOLANTE

Meus amigos, vocês sabiam que as mortes no trânsito no Brasil já superam os crimes de homicídio e as mortes por câncer?

Isto é uma tragédia nacional, que nos coloca na contramão da tendência mundial de redução dos acidentes de trânsito.

Enquanto, na maioria dos países ricos e emergentes, verificou-se uma queda acentuada das mortes no trânsito, no Brasil, estes números não param de crescer.

O Brasil tem a quinta maior taxa de mortes no trânsito do planeta. No Brasil, o principal fator da violência no trânsito é humano.


“O único caminho para se combater a cultura da irresponsabilidade no trânsito é uma fiscalização constante e eficiente, associada a uma punição implacável.”

É verdade que nossas estradas são precárias, a infraestrutura é deficiente, há falhas na sinalização. Todos estes fatores aumentam o risco, mas eles são enormemente potencializados pela falta de responsabilidade e de perícia dos nossos motoristas.

Condutores de carros e de ônibus, motociclistas, ciclistas e pedestres não observam as mais elementares regras de circulação. Dirigem embriagados, ignoram a sinalização, desrespeitam os limites de velocidade, avançam o sinal e falam ao celular enquanto dirigem.

Outro fator que contribui para os dramáticos índices de morte no trânsito é a ineficiência do poder público na aplicação das leis e a inclinação do brasileiro para burlar regras.

Infrações de trânsito são consideradas não mais do que pequenos deslizes. O acidente de trânsito entre nós é tido como uma fatalidade, um acontecimento fortuito e não previsto, e, quando ele resulta em morte, quase sempre a condenação é por homicídio culposo, ou seja, aquele em que não há intenção de matar.

O único caminho para se combater essa cultura da irresponsabilidade é uma fiscalização constante e eficiente, associada a uma punição implacável. É o que se tem tentado fazer com a embriaguez ao volante. Quando a Lei Seca entrou em vigor, o impacto positivo foi imediato. Mas bastou os motoristas descobrirem que não eram obrigados a soprar o bafômetro para que os índices de mortes voltassem a crescer.

Meus amigos, a morte no trânsito não é uma fatalidade, um acidente imprevisível e inevitável. Ela é resultado de uma conjugação de fatores que interagem e resultam numa fórmula explosiva e perigosa: risco, aventura, displicência, ignorância, desobediência, impunidade.

É preciso disseminar na sociedade a noção de que o acidente de trânsito pode ser evitado com maior senso de responsabilidade por parte do motorista; esta é a chave para que consigamos reduzir os nossos dramáticos índices de acidentes.

Que nós, motoristas, reflitamos sobre esta tragédia cotidiana que tem por palco nossas ruas e rodovias e façamos o que estiver ao nosso alcance para pôr fim ao imenso desperdício de vidas, à dor, mutilação e sofrimento inomináveis que se abatem sobre centenas de milhares de brasileiros anualmente no trânsito.


Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP