quarta-feira, 13 de julho de 2016

MENTIRAS CONTRA O CONGRESSO

Periodicamente, caixas de correio eletrônico e redes sociais são invadidas com mensagens apócrifas, ou com identificações falsificadas. O teor, no entanto, permite reconhecer prontamente o interesse que existe por trás das divulgações. Atingir o Congresso Nacional e outras instituições pilares do Estado de Direito e, portanto, da própria democracia.

Eu confesso que me sinto apreensivo com o potencial dano que essas mentiras podem causar ao trabalho de nós congressistas.


“O Legislativo é o poder que mais se expõe. Por sua própria natureza de comportar a diversidade, a pluralidade e o respeito ao semelhante, sempre se esgrimiu em defesa da livre crítica e da liberdade de opinião, aqui mesmo, salutarmente exercidas.”

Somos obrigados a desmentir informações quando nos encontramos com o cidadão, momento que deveria ser aproveitado para prestarmos conta efetivamente das realizações no Congresso e também para ouvir as verdadeiras preocupações de nossos eleitores.

Já foi espalhado que o Congresso, à surdina, iria acabar com o 13º dos trabalhadores. Assim como foi divulgado que o Parlamento estudava reduzir as férias de 30 dias, direito adquirido do trabalhador brasileiro.

Hoje, tenho certeza de que o ato de criar essas falsidades, divulga-las e colaborar para sua disseminação é um crime, porque se revela um ataque frontal a uma das instituições mais importantes da República. Trata-se de uma afronta ao Estado de Direito que merece uma resposta das autoridades competentes.

Não quero com isso, senhores deputados, defender a censura, instrumento utilizado para esconder a boçalidade dos que não tem argumentos. Mas não podemos concordar com injúrias, difamações e até mesmo calúnias oriundas de quem se protege no anonimato.

Amigos, todos sabemos que o processo legislativo ainda tem muito a ser aperfeiçoado, de forma a garantir ao cidadão o amplo acesso a tudo que é feito no Congresso Nacional.

No entanto, posso afirmar, sem nenhuma sombra de dúvida, que o Legislativo é o poder que mais se expõe. Por sua própria natureza de comportar a diversidade, a pluralidade e o respeito ao semelhante.

Essa instituição sempre se esgrimiu em defesa da livre crítica e da liberdade de opinião, aqui mesmo, salutarmente exercidas. E essa mesma casa sempre soube ser altiva na defesa das instituições.

Novamente, o Congresso é chamado à luta, não pela defesa pessoal de seus parlamentares, mas no combate a práticas nefastas conduzidas por pessoas que não se acostumaram a viver dentro de um regime democrático.

O Congresso que lutou contra a mordaça não pode ser colaborador da censura.

Mas o Legislativo que zela pela democracia, não pode ser açodado pelas calúnias.

Não podemos, meus amigos e amigas, ser subjugados pelo desrespeito ao Estado de Direito do qual nós, congressistas, somos legítimos representantes.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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