sexta-feira, 1 de julho de 2016

JOVEM TRABALHADOR

Meus amigos, ao jovem trabalhador, a vida deveria apresentar muitos caminhos para a construção de seu futuro; a maioria dos brasileiros, porém, é forçada a trocar os estudos, completos ou não, pelo primeiro emprego. 


“A desqualificação de nossa mão de obra significa menor produtividade em todas as áreas, um desperdício de potencial importante para a competitividade nacional.”

O ingresso no competitivo mercado de trabalho se dá por meio de currículos, recomendações, sorte, concursos públicos ou favores familiares.

Se falta aos jovens experiência, sobra-lhes, contudo, a disposição para o trabalho, e a aceitação de condições nem sempre justas.

Dois terços dos brasileiros com idade entre 16 e 24 anos são economicamente ativos. Mesmo se considerarmos o universo total dos trabalhadores brasileiros, metade está na informalidade.

Os números têm melhorado, mas ainda estamos longe do ideal de uma sociedade justa, onde os trabalhadores gozem de todos os seus direitos.

Dentre os jovens que desejam trabalhar, muitos ainda estão desempregados. Um quarto dos jovens, além de trabalhar, estuda.

Mais de um terço dos jovens ocupados não concluiu o ensino fundamental, e, portanto, seus rendimentos e produtividade tendem a ser menores, desperdiçando um potencial importante para a competitividade nacional.

Quase todos os problemas nacionais, meus amigos, poderiam ser resolvidos ou amenizados por meio de mais investimentos em Educação.

O Ministério do Trabalho sabe que o ideal seria que os jovens priorizassem sua formação escolar.

Parte do problema, na verdade, é a desqualificação de nossa mão de obra, o que significa menor produtividade em todas as áreas.

Investimentos em Educação, portanto, não são necessários apenas para os jovens trabalhadores, mas para trabalhadores de todas as idades, mesmo para aqueles que já completaram seus estudos.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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