sexta-feira, 8 de julho de 2016

FAMÍLIA BRASILEIRA

Meus amigos, quando falamos da família, nos referimos a aquela que é a célula-base da civilização, o elo fundamental de qualquer aglomerado humano. Independentemente de ideologia, sistema político, organização social ou credo religioso, é a família o esteio de todo e qualquer indivíduo.

A evolução da sociedade fez surgir novos modelos familiares, sem, no entanto, desapoderá-los de suas prerrogativas e deveres junto à coletividade, especialmente entre os mais novos.



“O aviltamento das referências familiares é uma chaga que conduz à deterioração das relações sociais. Para o bom desenvolvimento dos indivíduos é indispensável um ambiente equilibrado com vínculos parentais apoiados no princípio do respeito mútuo.”

É crescente o número de famílias monoparentais, em que os filhos são criados por apenas um dos genitores. Há de se considerar, ainda, o conceito de famílias alargadas resultante do aumento dos casos de divórcio, levando à convivência dos filhos dos primeiros casamentos com o novo marido da mãe ou a nova esposa do pai.

As famílias do século XXI são menores; a taxa de fecundidade decresce a cada apuração feita pelos institutos oficiais de pesquisa. Além disso, a pressa diária da vida moderna e as dificuldades e restrições impostas pelo avanço da violência são fatores que interferem diretamente no modo como as pessoas se relacionam.

Vivemos cada vez menos para nossas famílias e, cada vez mais, para cumprir os afazeres cotidianos em uma sequência de compromissos que contempla pouquíssimo tempo para nutrir relações de afeto com os pais, irmãos, tios, primos, sobrinhos e avós.

A realidade que observamos evidencia o enfraquecimento das relações familiares, o que explica a degradação de valores, a quantidade enorme de crianças abandonadas, a escalada das drogas e da violência e os baixos níveis educacionais da população.

Amigos, o aviltamento das referências familiares é uma chaga que conduz à deterioração das relações sociais. Se os vínculos parentais se apoiarem no princípio do respeito mútuo, o ambiente equilibrado indispensável para o bom desenvolvimento dos indivíduos torna-se plausível.

A demonstração de que há hierarquia no ambiente familiar é fator decisivo para a criação de ligações recíprocas de admiração e respeito. Com os papéis de cada ente bem definidos e abertura constante para o diálogo, é possível construir lares capazes de bem cumprir a função primordial de abrigar e permitir o desenvolvimento biopsicossocial das novas gerações.

É nosso desejo, que a cada dia, mais e mais, consideremos a importância dessa instituição para o equilíbrio e o progresso da nossa sociedade. Que as ligações entre filhos e pais, maridos e esposas, avós e netos, tios e sobrinhos, primos, enteados, e irmãos se fortaleçam e ajudem a suplantar o individualismo e outros males que ganharam corpo nos tempos recentes.

Que Deus abençoe as famílias brasileiras!

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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