sábado, 25 de junho de 2016

UM INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO

Meus amigos, a expectativa de vida do Brasileiro vem crescendo consistentemente. Em 1980 era de 62 anos, hoje está em 75. Um crescimento de 13 anos.

Podemos considerar que o aumento de 13 anos na expectativa de vida ocorreu devido ao sucesso das políticas sociais e ao avanço da tecnologia na produtividade e na medicina.



“A educação pública poderia evoluir seguindo a tendência da nova classe média em direção à educação privada. Por exemplo, poderíamos redirecionar recursos gastos com infraestrutura de novas escolas e reformas de outras por vale educação para as famílias escolherem a escola privada conveniente.”

A nova classe média que vai surgindo em conjunto com o aumento da expectativa de vida tem também uma nova consciência de cidadania. A consciência de que o Estado não pode avançar sobre valores que são da família. Um desses valores é o que garante a autossuficiência: o trabalho duro, para não depender do governo e de ninguém.

A nova classe média sabe que para atingir a autossuficiência o caminho é a qualidade da educação.

A nova família que se apresenta não está errada. Primeiro, porque é direito dela ter opinião final sobre o que é melhor para os filhos. Depois, o resultado do ENEM comprova que as escolas públicas estão muito abaixo no índice de qualidade.

A nova classe média já começa a buscar o próprio caminho. No Brasil, cresce significativamente o número de pais com disposição de fazer sacrifícios para matricular os seus filhos em escolas particulares.

O governo poderia considerar ajudar esse ímpeto familiar pelo progresso dos filhos. Querendo realmente incentivar as famílias, talvez seja preciso mudar a concepção política de oferecer educação. Afinal, há décadas ouvimos promessas de melhoria na educação pública.

Talvez devêssemos orientar políticas, seguindo os passos da nova classe média em direção à educação privada. Ao invés de continuar a gastar dinheiro na infraestrutura de novas escolas e na reforma de outras, talvez fosse mais eficiente dar um vale educação para as famílias escolherem a escola privada mais conveniente para elas.

Essa política permitiria o aumento de poder das famílias pela possibilidade de escolha das escolas e a diminuição do poder dos sindicatos corporativistas, que chegam a impedir gratificações diferenciadas ao professor que elevar a média da turma, em nome de uma exagerada compreensão do que seja isonomia. O Vale Educação seria capaz de criar uma externalidade muito importante: com o poder diminuído, os sindicatos não mais usariam a população como objeto de coação ao governo com as greves intermináveis.

Quando esse momento futuro chegar, o Brasil ocupará a posição que merece entre todas as nações. O Brasil continuará com o progresso econômico, mas será desenvolvido socialmente com um povo instruído e será capaz de acolher um maior número de pessoas com uma expectativa de vida mais elevada do que a de hoje.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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