quinta-feira, 16 de junho de 2016

PASSAGENS AÉREAS

Meus amigos, em seu portal na Internet, a Anac – que é a Agencia nacional de Aviação Civil, se apresenta como órgão regulador do transporte aéreo no país. No entanto, a julgar pelas condições com as quais este é operado, podemos dizer que há de tudo no setor, menos regulação.


“Se nada for feito, o cidadão brasileiro viverá um retrocesso, voltando a uma época em que voar era para os muito ricos e para os pássaros.”

Neste momento, a indignação maior que toma conta do brasileiro é com relação ao preço cobrado pelas passagens, à despeito da qualidade oferecida.  Um trecho Brasília X São Paulo, ida e volta, pode custar inacreditáveis R$ 2.080,00 sem as taxas, conforme pesquisa realizada pela minha assessoria em site de uma das poucas empresas que oferecem o serviço.

No mesmo período, uma passagem aérea, também incluindo retorno, a Miami, nos Estados Unidos, estava sendo oferecida por R$ 1.775,00.  O que permite vislumbrar uma situação absurda como a de um cidadão brasileiro que, saindo de Brasília com destino a cidade norte-americana, pagaria mais pelo trecho em seu próprio país do que pela viagem internacional.

Qual a explicação para que um trecho de pouco mais de mil quilômetros, percorrido em condições de quase penúria, tenha custo superior ao de um de mais de 6 mil quilômetros? Concorrência!

Em se tratando de transporte aéreo internacional, as empresas disputam o mercado oferecendo vantagens em termos de serviços, comodidades e preço.

Tal fato não se dá quando voltamos ao mercado nacional, vítima de práticas cartelizadas que deveriam ser punidas e coibidas pela Anac, mas que encontram na omissão da agência terreno fértil para abusos como o já citado.

É preciso um choque de mercado nos céus do país, de forma a atrair e possibilitar a entrada de novas empresas, incluindo as internacionais. E que não utilizem o discurso falsamente nacionalista de que a abertura a empresas estrangeiras representará a perda de empregos para os brasileiros.

Até pela facilidade da língua, quando não pela possibilidade de impor a contratação de nacionais como condição sine qua non para a operação em território brasileiro, estaremos garantido esse empregos.

Se nada for feito, o cidadão brasileiro viverá um retrocesso, voltando a uma época em que voar era para os muito ricos e para os pássaros.

E quem sabe poderemos até ouvir que os brasileiros inventaram o avião, mas, depois, demonstraram que não sabiam o que fazer com ele.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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