quinta-feira, 2 de junho de 2016

ÁLCOOL E TRÂNSITO

Meus amigos, quase oito anos de vigência da Lei Seca, a percepção dos motoristas sobre os riscos de beber e dirigir parece ter melhorado um pouco, mas ainda estamos longe de acabar com a perigosa combinação entre o consumo de álcool e o trânsito nas ruas e estradas brasileiras.


“Mais rigor e constância na fiscalização e um trabalho permanente de conscientização são indispensáveis para que tantas vidas deixem de ser ceifadas pelo País afora.”

Basta abrir os jornais para encontrar, diariamente, registros de graves acidentes causados por essa mistura fatal.

Houve, por exemplo, no Rio de Janeiro, o caso de um motorista que há onze anos, dirigindo embriagado, matou um ciclista; ficou todo esse tempo impune e voltou a matar, outra vez embriagado, em fevereiro deste ano.

Para tentar interromper essa tragédia, o Congresso Nacional aprovou em 2008, a chamada Lei Seca. Mais tarde, em 2012, tratou de torná-la ainda mais rigorosa.

De modo geral, estudos mostram que após a edição dessas leis e, em especial, nos momentos em que a fiscalização atuou com mais firmeza, diminuiu o número de motoristas que dirigiam após o consumo de álcool. Assim, no Distrito Federal, nos seis primeiros anos de vigência da Lei Seca, o número de mortes no trânsito caiu mais de 20%.

Ao mesmo tempo, porém, a Pesquisa Nacional de Saúde realizada um ano depois, em 2013, indicou que mais de 24% dos motoristas continuavam associando bebida e direção.

E, naquele ano, o Sistema Único de Saúde registrou quase 170 mil internações relacionadas a acidentes de trânsito, muitos deles causados, sem dúvida, pelo uso do álcool.

Isso precisa mudar meus amigos!

Mais rigor e constância na fiscalização e um trabalho permanente de conscientização são indispensáveis para que tantas vidas deixem de ser ceifadas ou para sempre abaladas pelo País afora.

Chega de álcool e violência no trânsito!


Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP

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