segunda-feira, 25 de abril de 2016

PERIGO NAS RODOVIAS

Meus amigos, quero hoje falar sobre um dos maiores problemas do trânsito brasileiro: a jornada exaustiva e as condições de trabalho adversas que enfrentam nossos motoristas, em particular os de veículos pesados.

Mais que um problema de trânsito, esta é uma questão de economia e de saúde pública.


“Longas jornadas de trabalho intensificadas com ruídos, toxicidade, risco ergonômico pela postura e vibrações e risco psicológico pela ansiedade, medo da violência e solidão, transformam a profissão de motorista numa atividade penosa.”

Estudos vários comprovam que o longo tempo de direção e as condições impostas por essa atividade aumentam potencialmente o número de acidentes de trânsito e, com isso, contribuem para todos os problemas conexos, seja a morte nas estradas, seja a superlotação dos hospitais, seja o estresse emocional advindo desses acidentes, seja o prejuízo material causado pelos mesmos.

Segundo estudos da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o motorista sofre com o barulho do trânsito, com a vibração, com a toxicidade, que são riscos biológicos, além de estar exposto ao risco ergonômico e aos riscos psicológicos como ansiedade, medo da violência crescente nas estradas, solidão e outros, que transformam a profissão numa atividade penosa.

Isso seguramente vai lesar o organismo desses profissionais e trazer transtornos vários, que desencadeiam doenças circulatórias, dores musculares e articulares, problemas de audição, de respiração e muitas outras enfermidades.

Além disso, a exposição constante a esses riscos agrava-se com a privação do sono e a exaustão, diminuindo a atenção e aumentando potencialmente o número de acidentes.

Estima-se que o tempo médio de trabalho dos motoristas brasileiros seja de 16 horas por dia. Com essa jornada absurda, esses profissionais acabam buscando as drogas, na tentativa de prolongar o estado de alerta.

Há muito, cafeína e anfetaminas vêm sendo usadas como “rebite”, uma prática danosa à saúde dos motoristas e, certamente, mais um fator de risco nas estradas.

Diante disso, a redução de jornada impõe-se de modo imperativo e inadiável. Isso requer uma legislação consonante com o reconhecimento desses problemas e uma fiscalização eficaz para seu efetivo cumprimento.

Por: Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP



Nenhum comentário:

Postar um comentário