sexta-feira, 15 de abril de 2016

CRISE ECONÔMICA

Meus amigos, no bojo da maior crise política da história da República, o aprofundamento da crise econômica tem-se tornado a maior fonte de apreensão do cidadão brasileiro.


“O conjunto de problemas estruturais, para os quais não se vê solução para a crise econômica no curto prazo, exige com urgência um novo pacto de união nacional”.

Paralisada, marcada por índices cada vez mais negativos, e ainda exposta à implacável desconfiança do mercado internacional, a economia brasileira mostra sua face mais imediatamente ameaçadora: a que aponta para o retrocesso das conquistas recentes, que permitiram o aumento do consumo e da qualidade de vida, e para a volta a patamares inaceitáveis de desigualdade social.

Destaque para o mais grave dos problemas: os números crescentes do desemprego.  Nos últimos doze meses, foram perdidas cerca de 1,5 milhão de vagas formais no País.

A perspectiva não é boa: de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil terá em 2016 uma das maiores altas no número de desempregados entre os países emergentes. Ainda segundo o relatório, de 7,7 milhões de desempregados em 2015, alcançaremos 8,4 milhões este ano, o que significa que, entre 2016 e 2017, praticamente um entre cada cinco novos desempregados no mundo estará no Brasil.

Não bastasse a diminuição do consumo, que desde o ano passado já esbarra em itens de primeira necessidade, o cidadão depara-se com a impossibilidade de pagar despesas essenciais como aluguel ou mensalidades escolares.

Meus amigos, não há dúvidas de que vivemos um quadro assustador. Todos percebemos que se trata de um conjunto de problemas estruturais, para os quais não se vê solução no curto prazo.

Diante disso, torna-se urgente um novo pacto de união nacional. Como representantes do povo brasileiro, temos a obrigação de priorizar a segurança do cidadão, do trabalhador, do pai e mãe de família, que não apenas tem de se submeter a uma série de restrições, como também viver a angústia de um futuro sombrio.

Que cada um de nós, meus amigos, se mantenha sensível e atento às dificuldades que se abatem sobre toda a população.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP



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