quarta-feira, 30 de março de 2016

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Meus amigos, vocês sabiam que muitos professores são vítimas de agressões praticadas por alunos dentro ou fora da sala de aula.

Isso ocorre em todos os níveis de escolaridade, desde o ensino fundamental até o superior. Segundo muitos professores, a relação professor-aluno acabou.

Chega a ser surreal a relação Senhor-Escravo demonstrada por muitos alunos, ao não reconhecer a autoridade da professora. Afinal, a professora não é paga para fazer a vontade de qualquer aluno mimado ou transgressor. O professor é pago para ensinar o conteúdo inscrito no plano de ensino. 


“O não reconhecimento da autoridade do professor pelo aluno é resultado de uma atitude viciada em não respeitar qualquer autoridade, inclusive a dos próprios pais. Ensinam-lhes que possuem direitos, mas ninguém lhes menciona deveres.”

A atitude de muitos alunos nos leva a conclusão de que a relação professor-aluno sofre um processo de anomia.

Anomia, segundo a definição da sociologia, existe quando a sociedade não reconhece as normas como balizadoras das condutas humanas. Ocorrendo a anomia, qualquer um se acha no direito de usurpar o espaço do outro.

Se por um lado a culpa é da pedagogia da educação, por outro o não reconhecimento da autoridade do professor pelo aluno é resultado de uma atitude viciada em não respeitar qualquer autoridade, inclusive a dos próprios pais. Isso porque sempre lhes foi ensinado que eles possuem direitos, mas ninguém lhes mencionava os deveres.

Essa pedagogia também vicia os pais a serem omissos na educação dos filhos. Os pais terceirizam para a escola a educação moral que eles teriam obrigação de dar no ambiente da casa.

Como os professores não tem autoridade para reprimir o comportamento impróprio, os reizinhos mimados da infância se transformam em ditadores nas Universidades.

Quando esses filhos não educados moralmente pelos pais encontram um professor que não faz as suas vontades da hora, trata-o como escravo, porque não estão acostumados a olhar os outros como iguais.

Se hoje a população é chamada a atenção por matérias jornalísticas que informam a crescente violência nas escolas, é, portanto, chegada a hora de refletirmos sobre as causas desses comportamentos.

Por: Antonio Bulhões

Deputado Federal / PRB-SP

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