quinta-feira, 10 de março de 2016

MEIO AMBIENTE


Meus amigos, mais uma vez constatamos que os países do mundo fazem menos do que o necessário para manter saudável o planeta.

Ora, o meio ambiente diz respeito não só à paisagem, ou à vida dos vegetais e animais; o meio ambiente diz respeito à qualidade de vida dos humanos.

É isso que precisa ser compreendido por aqueles que pensam que defender a natureza é impedir o progresso. Ao contrário: o verdadeiro progresso só vem com o respeito à natureza.




“Cuidar do urgente e desprezar o importante é a receita da catástrofe ambiental. É preciso elaborar uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável”.

O verdadeiro progresso, minhas amigas e meus amigos, vem por meio do desenvolvimento sustentável, ou seja, do desenvolvimento que pensa no longo prazo, ao mesmo tempo em que respeita o meio ambiente do presente.

Nos séculos passados, e ainda neste, continuamos a devastar matas para fazer hidrelétricas, estradas e cidades. Nesta altura da História, já deveríamos estar investindo em infraestruturas mais amigáveis ao meio ambiente.

Os Estados Unidos progrediram, no século XX, usando o petróleo como principal insumo de sua matriz energética. Estradas, postos de gasolina, usinas termoelétricas, indústrias automotivas, indústria de materiais plásticos e petroquímicos – tudo isso configura o que já foi chamado de “civilização do automóvel”. Todos os países, inclusive o Brasil e a China, seguiram, mais ou menos, esse modelo.

Essa evolução não decorre meramente das forças do mercado, mas de um planejamento central estratégico que aposta na inviabilidade, já constatada, dos combustíveis poluentes. Para os Estados Unidos, com suas poderosas indústrias de automóveis e petróleo, será muito mais difícil abandonar o petróleo. O que era uma vantagem para os Estados Unidos torna-se, cada vez mais, um problema.

Mesmo nos Estados Unidos, porém, alguns Estados, como a Califórnia, tentam dar incentivos a automóveis menos poluentes, movidos a eletricidade. Por outro lado, no Brasil, sentimos falta de um plano estratégico de desenvolvimento sustentável.

Ficamos, portanto, cuidando do urgente, e desprezando o importante. Essa é a receita da catástrofe ambiental. Não se trata de defender pontualmente uma área natural ou um modelo energético: trata-se de elaborar uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável. Afinal, sempre é tempo de aprimorar o futuro que desejamos.


Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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