sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

VALORES MORAIS.




Vivemos uma época bastante turbulenta e rica para os futuros historiadores. Quem, no futuro, tiver a oportunidade de ouvir o relato deste momento notará que vivíamos um período de transição. Ainda não temos como saber o resultado na frente, mas percebemos que pode ser um novo tempo.

A crise que se instalou não está restrita às sistematizações usuais. Ela tem o componente econômico, entretanto, o que mais a distingue das demais é que alcança o espectro moral. 


A crise não existe apenas em função de supostas imoralidades dos dirigentes políticos. Caminha silenciosamente um projeto de lei que tornará moral o sexo pago. Diluindo-se o sentido de comunidade e família, corremos o risco de perdemos
mais do que imaginamos.”

A crise não existe apenas em função de supostas imoralidades dos dirigentes políticos. Ela também é grave, porque a sociedade está inerte, esperando que alguém tome a atitude por ela.

Isso é preocupante, porque a sociedade é a protagonista da história. Daqui a anos, os historiadores podem questionar se uma atitude mais efetiva da sociedade poderia evitar o retardo do desenvolvimento. Neste momento, não devemos esquecer que a omissão é uma falha grave.

A omissão pode ser consequência de um comportamento preguiçoso ou pouco corajoso.

Um símbolo da crise moral que identifico é a percepção de que a vida é somente medida pelo valor das coisas que se consegue. Diluiu-se o sentido de comunidade e família, pelos quais as pessoas compartilham os valores.

Entendemos que existem coisas medidas em valor e outras em preço. A moralidade sexual, que se fundamenta na pureza da pessoa, no caráter sacramental do casamento e na ideia de pecado fora do voto de amor, é uma forma de separar o sexo do mercado e de negar-lhe o estatuto de mercadoria.

As pessoas, tão focadas em ladrões dos cofres públicos, ficam desatentas em defender os costumes que fizeram a nossa civilização. É uma omissão danosa que colabora para a cultura perder a força.

Já caminha silenciosamente um projeto de lei para tornar moral o sexo mediante paga. A prostituição não é crime no Brasil. A externalidade que o projeto vai provocar é elevar moralmente a prática, quando garantir os mesmos direitos que os trabalhadores produtivos fazem jus pelo suor do rosto.

É bem provável que a sociedade, bombardeada diariamente com a ideologia politicamente correta, não veja mal nisso. Entretanto, quando os valores da sociedade não são defendidos corremos o risco de perdemos mais do que imaginamos.


Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP




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