quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

EDUCAÇÃO BRASILEIRA.




Meus amigos, venho hoje falar sobre uma questão polêmica, porém extremamente relevante e atual, que é a implementação de parcerias público-privadas na educação brasileira.

Como todos sabemos, não temos muito do que nos orgulhar em termos de resultados de nossos alunos da educação pública em avaliações de desempenho tanto nacionais quanto internacionais.



“A experimentação consciente e planejada de novos modelos de gestão pode contribuir para melhorar a qualidade do ensino.”

Estamos estagnados e por isso precisamos tentar, ousar, buscar formas de rever os modelos que temos oferecido ao longo dos anos, para que não repitamos sempre os mesmos resultados. E a gestão privada de escolas públicas pode ser sim uma possibilidade interessante.

Há outros países que já se movimentaram nesse sentido, como Estados Unidos, Chile e Suécia, e, indiscutivelmente, obtiveram respostas tanto positivas quanto negativas de tal opção.

Temos que, de forma adaptada à nossa realidade, potencializar o que há de positivo e minimizar o que há de negativo, gerando um modelo que tire proveito da capacidade administrativa da iniciativa privada, conciliada com o interesse público do Estado e de seus profissionais.

É fundamental não nos acomodarmos. Temos que sair da estagnação.

Na prática, as escolas passariam a ter administradores profissionais, uma vez que nossos atuais diretores foram formados em pedagogia, letras, e não para serem gestores.

Em tal modelo, o administrador teria a responsabilidade com o bom funcionamento dos banheiros, dos computadores, da cozinha ou da segurança. E o diretor dedicar-se-ia exclusivamente às questões pedagógicas e à relação entre alunos, professores e a comunidade.

Claro que a implementação de um novo modelo traz sempre desafios, e neste caso não é diferente. Uma vez que não é possível nem desejável que a mudança se dê toda de uma só vez.

Sem dúvida a experimentação consciente e planejada de novos modelos de gestão pode contribuir para melhorar a qualidade do ensino.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP


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