quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

REDE SOCIAL NÃO É LUGAR PARA CRIANÇA

Meus amigos, “Rede Social Não É Lugar para Criança”. Este é o título de matéria publicada pela revista Época, que chama a atenção, porque sabemos dos efeitos danosos do uso de serviços como Facebook e WhatsApp, no comportamento e na formação de nossas crianças e adolescentes.



“Traumas adquiridos por episódios revestidos de verdadeira crueldade são de difícil superação. As vítimas são manipuladas sem saber como se defender”.

Pesquisas mostram o seu poder avassalador – para o bem e para o mal, tendo em vista o volume de acessos e a forma como o hábito está disseminado. Dados recentes revelam que mais de 60% do público infanto-juvenil, no País, em idade de 7 a 12 anos, utilizam esses serviços.
Dentro desse universo, crescem de forma quase incontrolável todas as modalidades de violência.

Os traumas advindos de determinados episódios, revestidos de verdadeira crueldade são, muitas vezes, de difícil superação. As vítimas são manipuladas e não sabem como se defender.

Seus algozes se valem dessa fragilidade. Os criminosos amparam-se na falsa ideia de que a Internet é uma terra sem lei, e as redes são o meio propício para a disseminação de mensagens de cunho agressivo, sexual ou homofóbico.

Não é bem assim: apelidada de Lei Carolina Dieckmann, a Lei dos Crimes Cibernéticos, Lei no 12.737, de 30 de novembro de 2012, tipifica como crimes infrações relacionadas ao meio eletrônico, como invadir computadores, violar dados de usuários ou derrubar sites.

O crime, no entanto, tem o condão de evoluir e se “aperfeiçoar”. A Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, só entre os anos de 2013 e 2014, apontou crescimento 192,93%, em delitos graves, englobados na espécie, prejuízos financeiros e tráfico de pessoas.

Por exemplo, em determinado programa de televisão, voltado para uma competição culinária, do qual participavam crianças entre nove e treze anos, uma menina de apenas doze anos foi vítima de assédio explícito pelo Twitter. Meninos também foram alvo de violência, sobretudo com ataques de homofobia.

A repercussão – não poderia ser de outra forma – foi de horror e repúdio pela emissora, pela mídia em geral e pela opinião pública. Mas nada impede que o fato se repita. A não ser que se passe a contar com a mão pesada da lei.

Que episódios vergonhosos como o ocorrido possam ser evitados e, quando não evitados, que tenham sempre o nosso repúdio e recebam punição exemplar!

Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quinta-feira, 03 de dezembro de 2015.


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