segunda-feira, 16 de novembro de 2015

EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Meus amigos, venho hoje falar sobre nosso sistema educacional. Infelizmente, ele não prepara os alunos de maneira adequada para a educação superior. Se queremos ser um país desenvolvido, é preciso que tenhamos uma boa qualidade de educação para enfrentar os desafios desse século.

Todos nós sabemos que há um absoluto descaso com o ensino fundamental e com o ensino médio em nosso País. O critério de aprovação é falho. As avaliações são precárias.

Há, é claro, problemas no financiamento da educação básica pública no Brasil. Só que não bastará todo financiamento do mundo se não mudarmos outros pontos sensíveis do sistema educacional, como a gestão escolar, as condições docentes e a avaliação.




Hoje eu quero falar das avaliações. Pelos números do Ideb (índice de desenvolvimento da educação básica), que é a prova que os estudantes da educação básica fazem para que o sistema possa ser avaliado e melhoras possam ser obtidas, temos um cenário tenebroso.

A média do Ideb, de 2005 a 2013, subiu, na média total de 3,4 para 3,7. Isso mostra como estamos, na média, muito mal. Só que o problema não é só a média. Se a média já não é boa, as desigualdades regionais e entre escolas públicas e privadas são ainda mais gritantes.

A nota das escolas privadas fica, no período de 2005 a 2013, em uma média de 5,5. A nota das escolas públicas em 3,3. Daí se pode perceber como existem diferenças terríveis entre os brasileiros. É assim que percebemos que alguns jovens brasileiros tem melhor acesso potencial à educação superior do que outros.

O problema é que o cenário não é animador. As notas da rede privada – pasmem, meus amigos – caiu!! De 2005 a 2013, a nota média do Ideb das escolas privadas caiu de 5,6 para 5,4. A escola pública, por sua vez, subiu sua nota média nesse mesmo período de quase dez anos: foi de 3,1 para 3,4.

“O futuro do País que está em jogo. Nossos jovens não podem chegar à educação superior com sérias dificuldades para acompanhar os cursos, e se tornarem profissionais com deficiências de conhecimento e preparo cada vez maiores.”

Isso é sinal de que há algo muito errado e grave no nosso sistema educacional. Errado na rede privada, que está piorando e errado na rede pública, que melhora muito lentamente e ainda está muito aquém do desejável. Enquanto não olharmos para essas avaliações para melhorar o ensino, para qualificar e formar continuamente melhor as nossas professoras e professores, para dar a elas e eles melhores condições de trabalho, continuaremos no mesmo estado de coisas.

Os jovens chegarão à educação superior com sérias deficiências, terão grandes dificuldades de acompanhar os cursos superiores e teremos profissionais com deficiências de conhecimento e preparo cada vez maiores. É o futuro do País que está em jogo. É o desenvolvimento.

Temos que batalhar por melhor avaliar os sistemas educacionais e os alunos e para dar melhores condições de formação aos nossos alunos da educação básica.


Por: Bispo Antonio Bulhões

Data: segunda-feira, 16 de novembro de 2015.


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