quarta-feira, 16 de setembro de 2015

GUERRA CONTA O TABAGISMO


Quero manifestar meu apoio a todas e quaisquer ações que possam restringir ainda mais o consumo de tabaco em nosso País. Pois tal consumo acaba levando à dependência, gerando, assim, um dos maiores problemas de saúde pública, em âmbito internacional, enfrentados no presente.

Estima-se que as mortes provocadas por doenças relacionadas ao vício de fumar, em todo o mundo, somem atualmente cerca de 4,83 milhões por ano e venham a atingir o alarmante número de 12 milhões em 2050. Entre essas doenças, relacionam-se câncer e enfisema nos pulmões, bronquite crônica, úlcera de estômago, arteriosclerose, infarto, hipertensão e derrame.


Para agravar a situação, tais males vitimam até não-fumantes — geralmente idosos e crianças — que vivem em ambientes poluídos por fumaça de cigarro. Nessa fumaça, estão contidas mais de 4 mil substâncias tóxicas, das quais 55 cancerígenas. Além do alcatrão e da nicotina, em si bastante prejudiciais à saúde, a amônia, a acetona, o arsênico, o cianeto, os inseticidas e outros venenos liberados pela queima de cigarros prejudicam a qualidade de vida.

No Brasil, há cerca de 22 milhões de fumantes e um número talvez ainda maior dos chamados fumantes passivos. Calcula-se que 200 mil desses morram a cada ano. É impossível avaliar o quanto tal perda representa para os familiares e amigos das vítimas em termos afetivos e psicológicos.

“Para nosso infortúnio, o cigarro brasileiro é o sexto mais barato do mundo. Enquanto isso, no SUS, gastamos R$ 338 milhões anualmente”.

Li recentemente um estudo feito por uma economista da Fundação Oswaldo Cruz, onde a conclusão do estudo é de que o cigarro provoca um prejuízo anual para o Sistema Único de Saúde de pelo menos R$ 338 milhões, o equivalente a 7,7% do custo de todas as internações e quimioterapias no País.

De qualquer maneira, já se pode afirmar que, além das vidas humanas, esse terrível vício, considerado doença crônica pela Organização Mundial de Saúde, consome recursos econômicos significativos, que poderiam ser mais bem empregados em prol de toda a sociedade.

Portanto, reitero meu apoio a todas as ações que visem restringir o consumo do tabaco no Brasil, sejam elas voltadas a estimular campanhas de esclarecimento sobre os malefícios desse consumo, ou a limitar ainda mais a propaganda da indústria cigarreira, ou a aumentar o preço do cigarro brasileiro — que para nosso infortúnio, é o sexto mais barato do mundo.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta-feira, 16 de setembro de 2015.



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