sexta-feira, 11 de julho de 2014

MALTRATOS A ANIMAIS


Meus amigos, desejo manifestar-me sobre dois projetos de lei que apresentei na Câmara dos Deputados.

O primeiro deles, o projeto de Lei nº 6.936/2013, proibindo testes e experimentos em animais, quando relacionados à produção de cosméticos.

Já está amplamente divulgado que testes de medicamentos ou de produtos cosméticos na pele ou nos olhos já podem ser substituídos por métodos que não utilizam animais.

Para avaliar a irritação cutânea, por exemplo, não são mais necessários testes que expõem coelhos ou outras cobaias ao produto. Esses estudos podem ser feitos em pele humana reconstituída, ou seja, tecidos produzidos em laboratório por meio de cultura de células.


O segundo Projeto de Lei de minha autoria vai ainda mais além. O Projeto nº 7.606/2014, propõe proibir a utilização de cães e gatos em atividades de ensino e pesquisa científica.

Minha intenção, com esse projeto, é a preservação desses animais que, se vistos pelos pesquisadores como meras cobaias, tão somente isso, não são vistos da mesma forma pela sociedade brasileira que os têm como verdadeiros membros da família.

É certo que a ciência está a serviço da sociedade. Não se justifica, no entanto, que os animais, em nome da ciência, tenham de ser submetidos a tratamentos cruéis desnecessários. Quando cada um de nós toma consciência do sofrimento a que são submetidos nos laboratórios, também sofremos. Quanto mais próximos estão de nós, como no caso de cães e gatos, maior é esse nosso sofrimento.

Devemos lembrar-nos de que o animal é dotado de sensibilidade, de memória e que sofre sem poder escapar à dor. Eles são providos de emoção, têm medo, sentem saudade dos seus donos, sentem a sensação do abandono, desfrutam de alegrias, têm fome, ficam doentes, querem atenção. Tudo isso comprovado pela própria ciência.

Apesar disso, em muitas pesquisas, esses animais são usados e descartados após sua conclusão, como se não tivessem vida.

A comunidade científica, quando da utilização de animais em seus experimentos, o faz sob o argumento de que a finalidade é a descoberta de vacinas e de remédios para doenças graves. Não discordamos desse pensamento. Entretanto, os preceitos éticos, relacionados ao bem-estar do animal durante todos os estágios das pesquisas, devem ser levados em consideração.

Há que se empreender esforços para a criação de métodos que possam suprir o papel desses animais nos experimentos. Tal empreendimento virá apenas quando a Lei assim obrigar. Estejam os senhores certos disso.


Por: Bispo Antonio Bulhões

Data: Sexta, 11 de julho de 2014.

Um comentário:

  1. Bispo que Deus abençoe o senhor nesse mandato. Precisamos de pessoas de carater no governo para acabar com as palhaçadas que existem, uma delas testes em animais. Os bichinhos são membros da nossa família, mas o que esperar de pessoas que jogam seus idosos em casas de repouso e os esquecem lá? Se essas pessoas não respeitam outros seres humanos, também não irão respeitar os animais. Obrigada por defender nossos animais.

    ResponderExcluir