segunda-feira, 28 de julho de 2014

PROFISSIONAIS DO SEXO


Em nome da maioria do povo brasileiro, em nome daqueles que se importam com a moralidade e com a dignidade, quero expressar meu repúdio à legalização da prostituição.

O argumento de que a prostituição é uma profissão como outra qualquer, e que, portanto, faria jus à regulamentação, carteira assinada e Previdência Social, já é um argumento estranho. Mais estranho ainda é requerer para essa atividade aposentadoria especial, com apenas 25 anos de trabalho.


Imagino que o PRONATEC, que oferece cursos de especialização aos desempregados, teria de oferecer cursos de especialização em prostituição, Senhoras e Senhores.

Escolas técnicas profissionalizantes surgiriam em vários Estados, e quem sabe até faculdades dedicadas ao assunto. Qual pai ou mãe se orgulharia de um filho ou filha com essa formação acadêmica?

Legalizar a prostituição não significará apenas aceitar essa prática, mas inclusive estimulá-la.

Em nome dos nossos filhos e netos, defendo trabalharmos em propostas destinadas a tirar as pessoas da prostituição, e não a tratar essa atividade como normal, estimulando, assim, a degradação dos costumes.


Por: Bispo Antonio Bulhões

Data: Segunda, 28 de julho de 2014.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

MALTRATOS A ANIMAIS


Meus amigos, desejo manifestar-me sobre dois projetos de lei que apresentei na Câmara dos Deputados.

O primeiro deles, o projeto de Lei nº 6.936/2013, proibindo testes e experimentos em animais, quando relacionados à produção de cosméticos.

Já está amplamente divulgado que testes de medicamentos ou de produtos cosméticos na pele ou nos olhos já podem ser substituídos por métodos que não utilizam animais.

Para avaliar a irritação cutânea, por exemplo, não são mais necessários testes que expõem coelhos ou outras cobaias ao produto. Esses estudos podem ser feitos em pele humana reconstituída, ou seja, tecidos produzidos em laboratório por meio de cultura de células.


O segundo Projeto de Lei de minha autoria vai ainda mais além. O Projeto nº 7.606/2014, propõe proibir a utilização de cães e gatos em atividades de ensino e pesquisa científica.

Minha intenção, com esse projeto, é a preservação desses animais que, se vistos pelos pesquisadores como meras cobaias, tão somente isso, não são vistos da mesma forma pela sociedade brasileira que os têm como verdadeiros membros da família.

É certo que a ciência está a serviço da sociedade. Não se justifica, no entanto, que os animais, em nome da ciência, tenham de ser submetidos a tratamentos cruéis desnecessários. Quando cada um de nós toma consciência do sofrimento a que são submetidos nos laboratórios, também sofremos. Quanto mais próximos estão de nós, como no caso de cães e gatos, maior é esse nosso sofrimento.

Devemos lembrar-nos de que o animal é dotado de sensibilidade, de memória e que sofre sem poder escapar à dor. Eles são providos de emoção, têm medo, sentem saudade dos seus donos, sentem a sensação do abandono, desfrutam de alegrias, têm fome, ficam doentes, querem atenção. Tudo isso comprovado pela própria ciência.

Apesar disso, em muitas pesquisas, esses animais são usados e descartados após sua conclusão, como se não tivessem vida.

A comunidade científica, quando da utilização de animais em seus experimentos, o faz sob o argumento de que a finalidade é a descoberta de vacinas e de remédios para doenças graves. Não discordamos desse pensamento. Entretanto, os preceitos éticos, relacionados ao bem-estar do animal durante todos os estágios das pesquisas, devem ser levados em consideração.

Há que se empreender esforços para a criação de métodos que possam suprir o papel desses animais nos experimentos. Tal empreendimento virá apenas quando a Lei assim obrigar. Estejam os senhores certos disso.


Por: Bispo Antonio Bulhões

Data: Sexta, 11 de julho de 2014.