sexta-feira, 12 de julho de 2013

A SEMENTE DAS RUAS


A imprensa vem transmitindo um ar heróico às pessoas que estão nas ruas protestando por uma nova realidade. Essas manifestações permitem a um observador cético considerar algumas hipóteses.

O governo rompeu o limite da tolerância da população ou a população é que perdeu a noção do limite?


Essas duas hipóteses são plausíveis dependendo de como se olha o processo. Se buscarmos entender como a maioria da população viaja nos transportes públicos ou como é a espera de uma pessoa para receber atendimento num hospital, temos que entender os manifestantes. Se olharmos para as depredações que ocorrem, somos levados a acreditar que direitos alheios estão sendo violentamente atacados.

Reconhecemos que esses ataques são feitos por uma minoria e que isso não tira a legitimidade da manifestação. O que traz surpresa nessa atitude é que não encontramos uma explicação óbvia para a anarquia consciente realizada. Afinal os violentos manifestantes agem sempre mascarados e sempre com instrumentos levados para o protesto.


Diversos estudos mostram com clareza a vinculação de programas assistencialistas com a proliferação de uma classe ressentida, raivosa e dependente. Dependência que cria um otimismo mal intencionado, que está por trás de todas as tentativas de transformar o mundo, por meio de um ajuste em larga escala, de uma solução ingênua ou utópica.

Os programas assistencialistas não são os do tipo que conhecemos, como o Bolsa Família. São aquelas políticas que mais paparicam do que ensinam responsabilidade em buscar o próprio progresso. Políticas que só instruem sobre a existência de direitos e transformam os filhos em pequenos tiranos.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 12 de julho de 2013.



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