sábado, 27 de julho de 2013

O PODER DO NÃO



Além da grande variedade de apetrechos eletrônicos à nossa disposição, a TV exige uma atenção especial. Por quê?

O jornal New York Times publicou uma reportagem segundo a qual o norte americano passava, em média, 1.548 horas por ano diante da televisão – o equivalente a 99 dias, descontadas as horas de sono.


Apesar disso, quantas pessoas se queixam de falta de tempo? Será que podemos resgatar alguns desses 99 dias ainda este ano, antes que eles se percam para sempre?

Está na hora de pegar o controle remoto e apertar o botão “desliga”. É o poder de dizer “não”.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 26 de Julho de 2013.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

EDUCAÇÃO MORAL


Nós, os conservadores, temos uma visão diferente da vida. Entendemos que a nossa trajetória pela vida se faz com o suor do rosto e com persistência.

Para os conservadores nada é dado; tudo é feito com esforço, e o lazer é um período de refazimento das energias para o novo dia de trabalho.

As políticas de somente focar os direitos anda produzindo um efeito não intencional. Estudo do IBGE mostrou que mais da metade dos adolescentes brasileiros já experimentaram bebidas alcoólicas e que 31% deles iniciaram na prática com menos de 13 anos.


O discurso que os progressistas fazem sobre isso é um velho clichê: - “Os adolescentes estão na fase da descoberta e a família e a escola devem compreender isso”.

Será que devemos deixar correr tão frouxo assim? A Pesquisa usada pelo IBGE também constatou que cigarro e drogas estão presentes na vida dos adolescentes. Entrevistou mais de 100 mil estudantes em todo o Brasil e 51% das meninas já experimentaram alguma droga contra 48% dos meninos.

Se na nossa imaginação os jovens tinham um comportamento mais recatado, esses índices sugerem que a educação familiar ou escolar inverteu a regra. Educação moderna que é reflexo de uma política de exagero de direitos contra as obrigações.


Os índices apresentados pela pesquisa do IBGE sobre álcool, cigarro e drogas podem ser um sinal de que a família vem deixando para a escola a educação moral que deveriam ensinar.

Educação moral que eleva as obrigações sobre os direitos. Educação moral que ensina que não se pode ter tudo. Educação que prega que o trabalho é o meio de conquistar.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 19 de julho de 2013.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

A SEMENTE DAS RUAS


A imprensa vem transmitindo um ar heróico às pessoas que estão nas ruas protestando por uma nova realidade. Essas manifestações permitem a um observador cético considerar algumas hipóteses.

O governo rompeu o limite da tolerância da população ou a população é que perdeu a noção do limite?


Essas duas hipóteses são plausíveis dependendo de como se olha o processo. Se buscarmos entender como a maioria da população viaja nos transportes públicos ou como é a espera de uma pessoa para receber atendimento num hospital, temos que entender os manifestantes. Se olharmos para as depredações que ocorrem, somos levados a acreditar que direitos alheios estão sendo violentamente atacados.

Reconhecemos que esses ataques são feitos por uma minoria e que isso não tira a legitimidade da manifestação. O que traz surpresa nessa atitude é que não encontramos uma explicação óbvia para a anarquia consciente realizada. Afinal os violentos manifestantes agem sempre mascarados e sempre com instrumentos levados para o protesto.


Diversos estudos mostram com clareza a vinculação de programas assistencialistas com a proliferação de uma classe ressentida, raivosa e dependente. Dependência que cria um otimismo mal intencionado, que está por trás de todas as tentativas de transformar o mundo, por meio de um ajuste em larga escala, de uma solução ingênua ou utópica.

Os programas assistencialistas não são os do tipo que conhecemos, como o Bolsa Família. São aquelas políticas que mais paparicam do que ensinam responsabilidade em buscar o próprio progresso. Políticas que só instruem sobre a existência de direitos e transformam os filhos em pequenos tiranos.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 12 de julho de 2013.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

ORAÇÃO

ORAÇÃO


Alguns, ao orar, sentem-se constrangidos pela linguagem corporal da oração.

Devemos nos ajoelhar? Fechar os olhos? Usar uma abordagem formal ou casual? Qual o estilo apropriado de oração?

A própria Bíblia inclui uma variedade de estilos. Pedro ajoelhava-se, Jeremias ficava em pé, Neemias sentava-se, Abraão prostrava-se em terra e Elias colocava o rosto entre os joelhos.


Nos tempos de Jesus, a maioria dos judeus ficava em pé, de olhos abertos voltados para o céu. A virgem Maria orava em forma de poesia; Davi inseria melodia em sua oração.

Devemos escolher a forma de oração que nos parece natural, que combina com a nossa personalidade, pois a oração é uma forma de relacionar-se com Deus, não uma habilidade estabelecida por um ritual religioso.

Relacionamo-nos com outras pessoas não seguindo alguma norma escrita, mas livremente, como indivíduos que possuem rosto, corpo, inteligência e estrutura emocional que não são compartilhados com mais ninguém no mundo.

Mais do que qualquer pessoa, Deus sabe quem somos! 



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Quinta, 04 de julho de 2013.