quarta-feira, 17 de abril de 2013


ALÉM DAS SANDÁLIAS


A recente resolução do Conselho Federal de Medicina sobre o aborto me fez lembrar a frase de que a democracia é o pior regime, com exceção de todos os outros. Só mesmo na democracia um órgão de classe, sem competência normativa, julga que o aborto de um feto até a 12ª semana de gravidez é correto.

Ao dizer que é bacana o aborto até a 12a semana, o Conselho Federal de Medicina deu um passo além de suas sandálias.


Parece-me carente de lógica simples o argumento do Conselho quando diz que proibir o aborto até a 12a semana restringe a autonomia da mulher em decidir sobre o próprio corpo. Se entendi direito não haveria problema para o Conselho restringir a autonomia da mulher quando o feto chegasse na 13a semana. Seria preciso, então, avisar as mulheres que a autonomia delas tem prazo de validade.

Justificar o aborto por ser o feto parte da mulher fere a ciência e a lógica elementar.

Materialmente, a mãe é a hospedeira, que alimenta o feto. Biologicamente, o ser que está no ventre é igual ao que estará no colo da mãe com 1 ano de idade.

Podemos também abordar a questão de maneira legalmente laica. Se biologicamente um ser de um ano é igual a um feto no útero materno, porque poderíamos matar o feto e não o bebê? Ser contrário ao aborto não é uma questão religiosa. É uma questão lógica.

A Resolução do Conselho Federal de Medicina é para deixar um cético muito preocupado. Quando a Autarquia expressa um juízo de valor dessa forma, que confiança poderá ter-se na ética, no momento em que julgar um médico por atuar clandestinamente em clínica de aborto? Irá aplicar a lei ou a ideologia do Conselho?


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Quarta, 17 de Abril de 2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário