sexta-feira, 29 de março de 2013


O SEGREDO É A OBEDIÊNCIA



O que realmente significa viver pela fé?

A resposta não é outra senão a obediência.

A fé começa com Deus falando e se materializa quando respondemos.

De alguma forma, a igreja tem a tendência de viver “na fé” mais do que “pela fé”, que nada mais é do que viver um relacionamento dinâmico e contínuo com Deus, por meio do qual aprendemos ouvir a voz divina e agir em resposta ao Senhor.


O ponto de partida para quem deseja viver pela fé é reconhecer que Deus revelou tanto a respeito de sua vontade que temos além do suficiente para viver sem precisarmos ouvir mais nada.

Há algumas coisas pelas quais nós simplesmente não precisamos orar.

Quando Deus fala e orienta seu povo, a oração pode, às vezes, se transformar em uma maneira de resistir à vontade divina, e não obedecê-la.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 29 de Março de 2013.

sexta-feira, 22 de março de 2013


DIGNIDADE E TRABALHO


Hoje em dia, as mulheres são reconhecidas pelo valor da dignidade do trabalho que empenharam na história da humanidade. É triste saber que na Câmara dos Deputados corre o risco de aprovar uma Lei que regulamenta como profissão a Prostituição.


Não julgo as pessoas pelo comportamento social que pratica. Chamo apenas atenção da contradição que esta Casa pode fazer.

Como podemos legalizar uma norma que vai contra os mais tradicionais ensinamentos morais que foram formados na nossa civilização pelas nossas mães e irmãs?


Se uma pessoa, por sua vontade autônoma, revolve tornar-se uma prostituta, as pessoas não devem atirar a primeira pedra, mas esta Casa não pode referendar formalmente o erro.

É preciso deixar claro que a rejeição do Projeto de Lei não significa negação de qualquer direito da pessoa que se aventura na atividade. É pacífico o reconhecimento que qualquer pessoa tem a dignidade como causa dos direitos sociais.

Ela não precisa de uma carteira de trabalho para ter direito à saúde, à proteção e à aposentadoria. Basta pagar o INSS e no tempo oportuno se aposenta.

É preciso que estejamos atentos a esse Projeto de Lei.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 22 de Março de 2013.

sexta-feira, 15 de março de 2013


O QUE ESPERAMOS DA COPA EM 2014?


Em 2014, receberemos a Copa do Mundo, e o mundo, em nosso País.

É importante saber se estaremos preparados para o evento, como estão andando as obras, como está sendo usado o dinheiro público.

Não falamos apenas de prejuízos para o Tesouro, mas de prejuízos para a imagem do Brasil no exterior. Falhas no nosso sistema de transporte, saúde e segurança pública estarão expostas na mídia internacional, 24 horas por dia.


Muitas obras que melhorariam a vida dos brasileiros, como os investimentos em mobilidade urbana, foram canceladas. Mas investimentos essenciais à realização da Copa com um mínimo de conforto continuam de pé: aeroportos, portos e estádios devem continuar a receber investimentos, para atender o imenso fluxo de turistas.

Faremos a Copa, com certeza. Mas a faremos de forma muito mais dispendiosa do que inicialmente anunciado. Resta-nos esperar que mesmo com todos os problemas consigamos ser excelentes anfitriões para o resto do mundo, em 2014, e ainda melhores em 2016, quando receberemos as Olimpíadas.

A maciça exposição de nosso País na mídia internacional certamente trará, ao longo do século XXI, outros eventos internacionais de grande porte. Precisamos aprender com os nossos erros, e nos tornar o destino turístico seguro e confortável que merecemos ser, mas que ainda não somos, infelizmente.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Quinta, 15 de Março de 2013.

quinta-feira, 7 de março de 2013


A METADE DO JOGO


É surpreendente constatar quantos pais se sentem inadequados e inúteis. Devemos encarar a realidade de que não estamos criando pequenos robôs que se comportam obediente e submissamente.

Lamentamos nossos fracassos e esperamos que nossos filhos sejam mais bem-sucedidos.

É bem ilustrativa a história do jogador que estreava em um time de futebol. Quase na metade do primeiro tempo ele cometeu um erro absurdo: confundindo a cor das camisas de seus companheiros com a de um time adversário contra o qual havia jogado a pouco tempo, viu-se de repente em sua própria área e, driblando dois companheiros (o que não foi difícil), acabou chutando contra a própria meta e marcando um gol contra. Foi uma estupefação geral!


No intervalo o treinador procurou levantar o ânimo abatido do time e disse: “A mesma escalação vai jogar o segundo tempo.” O jogador desastrado foi falar com o treinador: “Não posso voltar ao campo, estou humilhado!”

A resposta do treinador foi taxativa: “O jogo está na metade. Volte ao campo e jogue os 45 minutos que faltam.”

Você olha para trás, lamenta seus erros paternos e pensa que já perdeu o jogo. Vale a pena lembrar as palavras do treinador: “O jogo está na metade.”

Você não pode mudar o que aconteceu no passado. O que você pode mudar é o que vai fazer no futuro.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Quinta, 07 de Março de 2013.

sexta-feira, 1 de março de 2013


UM CÍRCULO VIRTUOSO


Houve um tempo em que cedo se aprendia a respeitar as autoridades. Tudo começava em família. Respeito aos pais, aos mais velhos e a todos aqueles que nos circundavam.

As escolas encarregavam-se de aprimorar esse trato. Professores das disciplinas transmitiam a moral vigente, assim como tinham clareza daquilo que deviam orientar.


Jogava-se botão, futebol, pega-pega, esconde-esconde etc. Iniciava-se a sociabilização no seio comunitário. Aprendia-se a ser gente na tríade família-escola-comunidade.

Agora, a comunidade é domínio complexo, pois há mais afastamento do que aproximação entre as pessoas. Viver isolado e manipular as redes sociais é o supremo querer das crianças e adolescentes. Um mundo particular, alheio ao contato real e repleto de inseguranças. Que adultos serão esses jovens?


Hoje, os pais exigem que a escola eduque integralmente a criança. Tentam passar toda a responsabilidade deles para os professores. Os colégios e educandários disseram não. Essa atribuição é complementar e os elementos da tríade acima são os responsáveis por construir o ser de amanhã.

O que se quer é um círculo virtuoso ético-moral, onde a família seja a base, a escola o meio e a comunidade a finalidade maior para se viver.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 01 de Março de 2013.