sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


RELAÇÕES FAMILIARES


A evolução da sociedade fez surgir novos modelos familiares, sem, no entanto, desapoderá-los de suas prerrogativas e deveres junto à coletividade, especialmente entre os mais novos.

O século XX foi marcado pela emancipação feminina, o que acarretou grandes transformações nos lares. Segundo dados do IBGE, em 2010, 37,3% das famílias brasileiras já eram chefiadas por mulheres. É também crescente o número de famílias monoparentais, em que os filhos são criados por apenas um dos genitores.


Há de se considerar, ainda, o conceito de famílias alargadas resultante do aumento dos casos de divórcio, levando à convivência dos filhos dos primeiros casamentos com o novo marido da mãe ou a nova esposa do pai.

Vivemos cada vez menos para nossas famílias e, cada vez mais, para cumprir os afazeres cotidianos em uma sequência de compromissos que contempla pouquíssimo tempo para nutrir relações de afeto com os pais, irmãos, tios, primos, sobrinhos e avós.

A realidade que observamos evidencia o enfraquecimento das relações familiares, o que explica a degradação de valores, a quantidade enorme de crianças abandonadas, a escalada das drogas e da violência e os baixos níveis educacionais da população.

O aviltamento das referências familiares é chaga que conduz à deterioração das relações sociais. Se os vínculos parentais se apoiarem no princípio do respeito mútuo, o ambiente equilibrado indispensável para o bom desenvolvimento dos indivíduos torna-se plausível.

A demonstração de que há hierarquia no ambiente familiar é fator decisivo para a criação de ligações recíprocas de admiração e respeito.

Com os papéis de cada ente bem definidos e abertura constante para o diálogo, é possível construir lares capazes de bem cumprir a função primordial de abrigar e permitir o desenvolvimento biopsicossocial das novas gerações.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 21 de Dezembro de 2012

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