sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


EDUCAÇÃO ESCOLAR


Assistimos a uma entrevista em que a Senhora Presidente da República concorda com a apresentadora que diz querer ver o filho de rico numa escola pública.

As pessoas falam da educação como um instrumento ideológico ou como uma ferramenta ética? Entendo educação como algo maior onde estão contidos os universos dos valores familiares e os da instrução acadêmica.

Alguns críticos argumentam que famílias vão se formando sem qualquer preparo e à escola caberia transmitir os valores para as crianças.


É o que soubemos, por pais e estudantes que protestaram, sobre uma questão da prova de seleção do Instituto Federal de Educação do Espírito Santo. Com o intuito de dar vazão a voz da ideologia, o MEC apresentou um quadro na prova em que retrata explicitamente o sexo oral para criticar as mais doces mentiras da propaganda capitalista. Isso é o que eles chamam de pedagogia da transversalidade.

Para chocar os alunos com a ideologia anticapitalista, eles não se preocupam com os limites éticos de separação entre a família e o estado.

Será que um pai rico e responsável permitiria que seu filho estudasse numa escola pública com os professores formados por uma ideologia transversal pornográfica? Por isso, não concordo quando a apresentadora do programa de TV diz querer ver o filho de rico na escola pública. Na escola pública, a família tem pouca efetividade em se fazer ouvir. Os professores acham que sabem mais e não têm a preocupação com o emprego, porque os sindicatos os protegem.

Nas escolas privadas, o programa pedagógico é de responsabilidade da direção. Se a família estiver descontente com o que é ensinado aos filhos, a reclamação seria mais facilmente admitida, afinal, o cliente tem sempre razão. Por isso, o ideal utópico seria que os filhos de pobres estudassem nas escolas de rico, para tentar escapar do proselitismo ideológico e da vulgaridade.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: Sexta, 14 de Dezembro de 2012

Um comentário:

  1. Olá Bispo!
    Acredito na educação como um direito de todos,valorizar o ensino privado é desresponsabilizar o Estado em seu papel garantidor de direitos. Infelizmente qualquer pessoa que hoje tem condição de pagar uma escola privada não irá colocar seu filho em uma escola pública, devido a sua baixa qualidade.Não consigo pensar a educação como uma mercadoria, onde a relação entre pais e escola se dá de forma "eu estou pagando então eu posso reclamar." Pois quando penso dessa forma esqueço-me de milhares de pessoas que não tem o poder aquisitivo para pagar pelo ensino de seus filhos(desigualdade), aí lembro-me da proposta colocada na coluna da folha universal dessa semana, o vale-educação, seria ele uma solução? pode até ser,porém mais uma vez a política clientelista que impera em nosso país irá predominar, dando aquilo que deveria ser um direito como se fosse um favor.
    Bispo ainda não tenho filho, mas quero para mim e para o povo brasileiro o que é nosso por direito, ainda que tenhamos que lutar com mais força,sabendo que o resultado que queremos alcançar virá a longo prazo. Se no nível superior as melhores universidades são as públicas, porque não acreditar que os níveis básico e médio também poderão ser de boa qualidade? Investir na educação pública de nada prejudicaria o desenvolvimento econômico, mas certamente deixaria de enriquecer a muitos.
    Enfim, só estou me posicionando pois acredito no PRB, como um partido que pode e tem feito a diferença, admiro a proposta e sei que acima de tudo está sob a direção de Deus, por isso lutemos pelo povo, pela justiça e cidadania.Desejo ao senhor e a todos do PRB um ótimo Ano Novo!

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