sexta-feira, 6 de julho de 2012


O PREÇO REAL DO CIGARRO



Um estudo inédito, recentemente divulgado pela Aliança de Controle do Tabagismo, revelou que, apenas em 2011, o Brasil gastou 21 bilhões de reais no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao hábito do cigarro.


O valor equivale a 1/3 do orçamento total do Ministério da Saúde.

Os dados da pesquisa revelaram ainda que o tabagismo é responsável por 13% das mortes no Brasil.

Em números absolutos, são 130 mil óbitos anuais decorrentes de doenças relacionados ao cigarro, o que significa 356 mortes por dia.

A importância dessa pesquisa, além de evidenciar mais uma vez os malefícios do tabagismo, reside no fato de que os números revelados vão de encontro ao principal argumento da indústria tabagista: a arrecadação de impostos.

Segundo a pesquisa, o valor gasto com a saúde é 3,5 vezes maior do que o volume total da arrecadação com produtos do setor.


Assim, resta mais do que demonstrado o impacto do tabagismo na economia do País.

Não bastasse a falácia das contas, recorrentemente utilizada pelos fumicultores, o argumento peca pelo menosprezo em relação à saúde, à qualidade de vida e ao sofrimento das pessoas.

Dito de outro modo, é inadmissível apontar ganhos de arrecadação como compensação ao flagelo do cigarro – sobretudo se tais ganhos, na ponta do lápis, se mostram inconsistentes!

Em nosso entendimento, as medidas já em vigor proibindo a propaganda e o consumo em lugares públicos foram muito bem-vindas e bem-sucedidas.


Mas ainda devemos investir em campanhas de prevenção voltadas especificamente para a população jovem, mais vulnerável e menos consciente dos imensos males causados pelo cigarro.

Assim, muito embora as medidas restritivas tenham produzido efeitos palpáveis, temos de encontrar novas maneiras de trabalhar no campo da prevenção, evitando que os jovens de hoje e de amanhã sucumbam ao falso apelo de independência e rebeldia tradicionalmente incorporado ao cigarro.


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta, 06 de Julho de 2012 às 18:25

Nenhum comentário:

Postar um comentário