domingo, 13 de maio de 2012

CASAMENTO HOMOSSEXUAL

 

Com o desenvolvimento econômico e social, a população brasileira vem assistindo ao crescimento de movimentos sociais que não se justificariam, haja vista o índice da aprovação do governo ser alto e o do desemprego ser residual.

 

Esses movimentos parecem querer reformas no comportamento social dos indivíduos, porque se organizam para protestar a favor de alguma liberação ou para declarar publicamente a identidade que julgam ter.


Eles se manifestam não considerando se a maneira de buscar a autoestima, aceitação social e respeito dos outros ofendem ou não convicções de outras pessoas com pensamento divergente. Atrapalham o direito de ir e vir, invadem propriedades e ofendem crenças de outras pessoas.

Deve-se ressaltar que a maioria silenciosa conservadora do Brasil não tem um preconceito explícito contra os homossexuais, como comprova a historiografia cultural de Madame Satã, de Roberta Close e de Rogéria. Todos tiveram os seus momentos de glória justamente por serem gays.


O encarte Eu & Fim de Semana, do dia 13 de abril, do Jornal Valor Econômico trouxe uma pesquisa que reforça a quase inexistência, na sociedade, de preconceito contra os homossexuais. Ainda que 68,3% dela não concordem com beijos Gays nas novelas, 74,5% da classe média conservadora não tem dificuldade em aceitar as pessoas como são, seja qual for sua orientação sexual.

O conservador entende que o comportamento sexual é uma prática entre 4 paredes, mas não aceita que a ideologia desses movimentos venha interferir, ainda que indutivamente, na família de cada um, porque compreendem que o lar é sagrado.

A questão fundamental para os conservadores não é em relação ao comportamento individual, mas o avanço do governo e de grupos organizados sobre como educar os filhos. Ou seja, sexo é para 4 paredes.

Hipocrisia da classe média conservadora? Não, prevenção de valores próprios. É de esperar-se que a população conservadora não deve contrapor-se à união civil entre homossexuais, porque a união diz respeito exclusivamente a eles, que são maiores e conscientes do que querem para si.


Entretanto, outra coisa seria esse mesmo par homossexual poder adotar um filho. Que valores seriam passados ao filho? A maioria conservadora provavelmente não concordaria com a adoção por pares homossexuais, porque acredita que o exemplo dos pais é a principal educação que o filho pode receber.

Os próprios militantes da causa não chegam a um consenso sobre o motivo de serem gays. Há uma corrente de investigação que considera que ser gay não é um questão de escolha, porque a inclinação sexual seria inata e já estaria definida desde o nascimento. A outra corrente defende que ser gay é uma questão sociológica da liberdade de opção sexual.

Conservadores são também cuidadosos. Vai que não é inato o comportamento sexual. A questão para os conservadores não é se homossexualismo é bom ou é ruim, mas sobre os resultados futuros que a união homossexual pode desencadear, para os filhos adotados.

Será que o filho não vai ser levado a ter o mesmo comportamento que os pais se o homossexualismo não for inato? Será que o progressismo social pode ir tão longe, a ponto de expor inocentes a comportamentos não convencionais?

O progressismo social já demonstra fragilidade argumentativa na questão da sexualidade. Se, afinal, a ideologia do comportamento sexual é tão progressista, por que será que agora os homossexuais querem casar, se há menos de 50 anos, o feminismo progressista pregava o amor livre, alegando que casamento era a escravidão e a submissão da mulher perante o macho dominador? Que progressismo estaria certo nas suas premissas ideológicas, o feminismo ou o homossexualismo?

Desconfiado como um bom conservador pergunto, qual é a vantagem de os homossexuais casarem, para depois sentirem-se escravizados a uma relação, se eles podem tê-la livremente para vivenciarem a emoção que quiserem?

Qualquer decisão livre deve caber às pessoas maduras e conscientes dos riscos. Por isso, se homossexuais querem ter uma união estável, essa é uma decisão de foro íntimo de cada um, cuja moralidade estaria limitada a 4 paredes. Entretanto, um filho presente nessa união teria a segurança limitadora das 4 paredes? Conservadores são céticos!


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 13 de Maio de 2012 às 14:15


2 comentários:

  1. Acredito que até que o Brasil torne esse tipo de união "aceitável" e licita, ainda haverá muitos protestos.
    Para mim, a família permanece inalterada com o modelo feito por Deus: um pai, uma mãe e filhos, ou seja, gênero masculino, gênero feminino e sua descendência.
    Fora isso, continuo considerando a união civil de pessoas do mesmo sexo apenas uma união que não vejo como uma família propriamente dita.

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  2. Olá, bispo. Sou estudante de jornalismo da USP. O senhor é de São Paulo? Gostaria de conversar com o senhor sobre a libertação. É possível? Meu e-mail é leandro.reis.gouveia@usp.br

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