sexta-feira, 20 de abril de 2012


FAMÍLIA E PARENTELA



Falemos abertamente. As pessoas se enamoram de seu cônjuge e escolhem o seu par, mas não escolhem a chamada família política, que incluem os sogros e cunhados. Vai nascendo um relacionamento com o passar dos dias, em momentos compartilhados, na aproximação que pouco a pouco se constrói.

Agora bem, para ser um casal de marido e mulher, os filhos deixam a seu pai e a sua mãe, como ensina a Bíblia. Porém muitos levam para o seu novo lar a presença da sua própria família, que deveria tornar-se seus parentes.

 
No novo lar passa a conviver seis pessoas: o casal, e os sogros e sogras. E tal presença pode ser benéfica ou, como comumente acontece, nociva ao relacionamento do novo casal. Vejamos porque:

Cada um dos 2 leva na vida de casal a influência da sua própria família. Por exemplo, os padrões de comportamento, quer dizer, a forma de se relacionar com as pessoas e de expressar afeto, os princípios em que crêem e os valores que dão sentido a vida; também os costumes as tradições, os rituais familiares de celebração. É a herança familiar, o legado cultural que cada um passa a incluir na vida conjugal.

A relação conjugal não pode reproduzir a forma de relação dos pais nem o novo lar pode ser um transplante do lar de um dos dois.

Até porque, cada um leva na vida conjugal a marca que deixa na alma o amor dos pais, sua ternura e suas preocupações, junto com os traumas e as cicatrizes das experiências dolorosas.

Muitas vezes a presença da família causa dano porque, ainda que fisicamente os filhos tenham deixado o lar paterno, não cortaram o cordão umbilical, não se tornaram independentes de seus pais ou de sua carteira, seguem apegados à saia da mamãe.

Ou porque os pais não entenderam que o filho tem que fazer a sua vida de adulto, que tem que deixar de ser filho ou filha de família para assumir as responsabilidades conjugais.

Isto não é sempre fácil, porque a ruptura é dolorosa. Porque dói deixar o refugio, sair da segurança que oferecem os pais, e nem sempre se tem a independência emocional para conquistá-lo. Mas é um alvo a ser alcançado pela felicidade do casal.



Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: sexta, 20 de Abril de 2012 às 22:59


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