domingo, 29 de janeiro de 2012

COMPANHEIRISMO

Nos relacionamentos mais complexos, o cônjuge é o seu melhor amigo ou, pelo menos, um excelente amigo.

A pessoa com quem você se comprometer será aquela que passará uma grande parte do tempo com você, e, portanto, é necessário pesar muito bem sua habilidade de ser agradável e de se sentirem à vontade na companhia um do outro. A capacidade de conquistar, de se divertir, de trabalhar e relaxar juntos, são fatores importantes que devem ser levados em conta.



Ser bons amigos e companheiros também significa confiar um no outro, tratando-se com interesse e respeito. É comum as pessoas tratarem seu companheiro com mais rispidez e indelicadeza do que tratariam um vizinho, como se o fato de estar juntos lhes conferisse o injusto privilegio de se comportar de maneira desagradável e sem consideração, o que certamente levaria ao fim qualquer outra amizade.

Sentir-se à vontade num relacionamento não lhe dá o direito de ser insensível e desrespeitoso, e se o interesse, consideração e sensibilidade que você espera de um velho e bom amigo não estão presentes na sua relação durante o período de namoro, com o passar do tempo esta situação só tende a piorar.

Se você tem sérios problemas “antes” de assumir um compromisso, eles tenderão a se intensificar mais tarde. É justo dizer que um relacionamento caracterizado por freqüentes e não resolvidas tensões durante o período de namoro está em sérias dificuldades e tem uma grande probabilidade de não sobreviver por muito tempo.

Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: domingo, 29 de Janeiro de 2012 às 23:55

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O PAI SE ESQUECE

Escute, filho: eu digo isto enquanto você dorme. Entrei sozinho em seu quarto. Há alguns minutos, uma onda sufocante de remorso me envolveu. Sentindo-me culpado, vim à sua cabeceira.

Era nisto que eu estava pensando, filho: eu fiquei bravo com você.

Eu lhe dei uma bronca, enquanto se vestia para a escola. Eu chamei sua atenção porque você não limpou os seus sapatos. E eu gritei, bravo, quando você jogou algumas de suas coisas no chão.

No café da manhã eu também vi alguns erros seus. Você derramou coisas. Engoliu o alimento de qualquer jeito. Passou manteiga demais no pão. E enquanto você saia para brincar, você se virou e acenou, dizendo “tchau, paizinho!” Eu franzi a testa e respondi “cuidado para não se sujar!”

Então, no fim da tarde começou tudo de novo. Ao subir a rua eu espiei você que, ajoelhado, jogava bolinha de gude. Eu humilhei você diante dos seus amigos quando, aos berros, obriguei-o a entrar em casa.

Você se lembra quando, mais tarde, eu estava na sala e você se aproximou, tímido, com um tipo de mágoa nos olhos? Quando lhe fitei os olhos, irritado com a interrupção, você hesitou na porta. “O que você quer?”, disparei eu.

Você nada disse, mas correu e, num mergulho afobado, jogou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou. E então você se foi, arrastando-se escada acima.

Bem, filho, foi logo depois disso que um terrível medo me tomou.

O que o hábito tem feito comigo? O hábito de procurar erros, de repreender – essa é a recompensa que eu lhe ofereço por você ser um menino. Não é que eu não ame você. O problema é que eu esperava demais da infância. Eu julgava você tendo minha idade como referência.

E há tanta coisa boa e verdadeira em seu caráter. Você demonstrou isso com seu impulso espontâneo de entrar correndo para me dar um beijo de boa-noite. Hoje, nada mais importa. Eu vim à sua cabeceira, no escuro, e aqui me ajoelhei envergonhado!

Este é um frágil pedido de perdão. Eu sei que você não compreenderia essas coisas se eu as dissesse para você enquanto estivesse acordado. Mas amanhã serei um pai de verdade! Serei seu amigo; vou morder a língua quando a impaciência tentar me fazer falar. Vou ficar dizendo para mim mesmo, como se fosse uma oração: “Ele é só um garoto – um garotinho!”

Receio que tenha visto você como um homem. Mas, olhando para você agora, amarrotado e cansado em sua cama, vejo que ainda é um bebê. Ontem mesmo você estava nos braços de sua mãe, com a cabeça em seu ombro. Eu exigi demais. Demais.

Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: segunda, 23 de Janeiro de 2012 às 16:43

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

EM NOME DA LIBERDADE

Muitos, em nome da “liberdade”, praticam “libertinagem”. O conceito humano de “liberdade” é a faculdade de uma pessoa fazer ou deixar de fazer, por seu livre arbítrio, qualquer coisa; faculdade de cada um decidir pelo que entende ou pelo que lhe convém (Dicionário Aulete). Isso leva o homem ao exercício da libertinagem que é o uso da liberdade sem bom senso.


Nesse sentido, a liberdade sexual está destruindo a estabilidade emocional de nossa sociedade. Metade das separações entre casais é causada pelo fato de um dos cônjuges passar a gostar de outra pessoa, que lhe parece mais atraente.

Levando em conta o alto numero de separações e divórcios, pode-se concluir que metade das crianças que vão nascer no próximo ano serão criadas apenas por um dos pais. Acrescente-se a isso os milhares de nascimentos ilegítimos que ocorrem paralelamente a isto, e assim podemos compreender por que milhões de crianças e jovens estão crescendo com sentimentos de rejeição e abandono, emocionalmente desequilibradas.

O aborto, uma espécie de “operação limpeza” que vem na esteira da liberação sexual, evidencia o fato de que os filhos são considerados itens descartáveis, à mercê do capricho dos pais.

Na medida em que a liberação sexual vai deixando suas marcas sobre a alma humana, mais aumentam os problemas emocionais e a necessidade de uma restauração. Quando uma criança não tem certeza se é ou não querida, quando uma mulher vê seu marido dedicar seus afetos a outra pessoa, o espírito delas fica esmagado.

Aliás, a dor emocional é muito mais difícil se ser superada do que uma doença física. “O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido quem o pode suportar? (Provérbios 18.14)


Por: Bispo Antonio Bulhões
Data: quarta, 18 de Janeiro de 2012 às 13:46